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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 867

Como se tivesse perdido o juízo, Filipe Cruz acusou Helena Castro com um tom de repreensão feroz.

— Eu esperei por você três horas na porta do hospital hoje de manhã, e mais quatro horas na porta deste hotel esta noite! Eu fiquei te esperando por sete malditas horas, e descubro que você estava por aí com outro homem!

— Você esqueceu que dia é hoje?

Ele soava como um marido profundamente apaixonado, confrontando as traições de sua esposa.

Apenas ouvir o som daquela voz arruinou metade do bom humor que Helena Castro havia acumulado o dia inteiro.

Ela franziu a testa, olhando para o Filipe Cruz que havia surgido do nada.

— Que dia? — ela perguntou, genuinamente confusa.

A atitude de total indiferença dela foi como uma facada em Filipe Cruz.

Ele lançou um olhar gélido e ameaçador na direção de Edivaldo Serra, e seus olhos escureceram.

— Nosso aniversário de casamento civil.

Helena Castro piscou, surpresa, antes de responder usando exatamente o mesmo tom impaciente que ele usava com ela no passado.

— Isso por acaso é alguma data importante? Quem é que comemora uma coisa dessas na nossa idade?

As mesmas palavras, saindo da boca dela, feriam de forma implacável.

— Mas você sempre gostava de comemorar antes!

— Você mesmo disse, isso era antes. Se você não tivesse me deixado plantada na semana passada, já estaríamos divorciados. Talvez hoje eu estivesse comemorando com alegria o meu aniversário de divórcio.

As palavras dela foram como uma marretada em sua cabeça, drenando todas as suas forças.

Ao ver a expressão calma no rosto dela, o arrependimento que ardia dentro de Filipe Cruz foi apagado de repente, como se tivesse levado um balde de água fria.

O espaço vazio em seu peito foi imediatamente preenchido por uma profunda e obstinada frustração.

Ele agarrou o pulso de Helena Castro num movimento desesperado.

— Vem para casa comigo.

Helena Castro tentou recuar com repulsa.

— Aquela casa não é minha.

— Mas você disse antes que aquela era a sua casa! Você decorou tudo com as suas próprias mãos, plantou aquelas suculentas... Se você não cuidar delas, elas vão morrer. E no armário...

Helena Castro tentou se soltar do aperto dele.

Mas ele a segurava com tanta força que seu pulso já estava vermelho.

Ela o interrompeu, com a voz carregada de irritação:

Ele sabia que ela estava falando sério.

Não era medo da polícia que o impedia de continuar, mas sim o pavor de arruinar de vez a frágil conexão que ainda restava entre eles.

Então, ele recuou.

— Entre. — disse Edivaldo Serra para Helena Castro. — Vá descansar.

Helena Castro confirmou com um aceno para Edivaldo Serra. Sem nem sequer lançar um último olhar para Filipe Cruz, ela se virou e entrou no hotel.

Naquela noite, Helena Castro sofreu de insônia.

Tudo por culpa da confusão de Filipe Cruz.

Sem opções, ela pegou o celular e começou a mandar mensagens para Rebeca Ribeiro.

Fazer o quê? Melhores amigas existem justamente para servir de lixeira emocional.

Mesmo sabendo que Rebeca Ribeiro já devia estar dormindo, ela precisava desabafar sobre o comportamento patético daquele embuste.

Ela digitou um textão furioso, xingando ele de todos os nomes possíveis, até sentir o peito mais leve.

Como esperado, Rebeca Ribeiro estava dormindo e não respondeu.

Mas não importava. Desabafar já tinha sido o suficiente para acalmá-la, e não demorou muito para que o sono finalmente a levasse.

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