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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 859

Espera aí.

Helena Castro de repente se deu conta. Por que ela estava pensando nisso?

O motivo de Edivaldo Serra gostar de doces não tinha nada a ver com ela.

Ela já estava afundada até o pescoço em problemas. Não havia necessidade de arrastar pessoas inocentes para a sua bagunça.

Principalmente porque, em suas últimas brigas com Filipe Cruz, ele sempre jogava o nome de Edivaldo Serra na roda para provocá-la. E isso a deixava profundamente irritada.

Ficar internada era algo maçante e entediante.

Especialmente para alguém com a energia de Helena Castro, era uma tortura invisível.

Assim que o soro terminou pela manhã, Helena Castro não conseguiu mais ficar na cama. Queria sair para respirar um pouco de ar puro.

O assistente designado por Edivaldo Serra insistiu em segui-la, afirmando que eram ordens do Diretor Serra.

Helena Castro fez uma sessão de alongamento básico ali mesmo, só para provar que estava forte o suficiente e não precisava de babá.

— Tudo bem, então.

O assistente compreendeu. Afinal, todo mundo precisava de um pouco de espaço pessoal.

Como estava chovendo, Helena Castro só pôde caminhar pelos corredores do hospital.

Depois de dar uma volta, percebeu que não havia muito o que ver. Seria melhor voltar para o quarto e mexer no celular.

Estava prestes a voltar quando duas figuras familiares surgiram em seu campo de visão.

No fim do corredor, um homem alto e elegante amparava cuidadosamente a mulher ao seu lado.

Ele estava com a cabeça levemente inclinada, ouvindo com atenção o que a mulher dizia.

Sua expressão era de uma ternura profunda e focada.

A mulher usava uma máscara, mas aquele olhar frágil e digno de pena... Helena Castro reconheceria até se ela virasse cinzas.

Os passos de Helena Castro pararam bruscamente. Por instinto, ela se escondeu atrás de uma pilastra.

Seu coração pareceu ter sido picado por uma agulha.

Uma dor fina, mas suportável.

Quando alguém passou correndo apressado perto dos dois, Filipe Cruz instintivamente puxou Roberta Lobato para os seus braços, protegendo-a para que não esbarrassem nela.

Um cuidado extremo.

Mas Helena Castro lembrava perfeitamente de quando haviam acabado de se casar. Ela o acompanhou para visitar o patriarca da família Cruz, que estava gravemente doente.

Também havia sido em um hospital.

Exatamente a mesma cena.

Naquela ocasião, Filipe Cruz andava a passos largos à frente, deixando para ela apenas a visão fria de suas costas.

Filipe Cruz imediatamente trocou de lugar com ela, usando o próprio corpo como escudo contra o vento.

Naturalmente, ele ofereceu o bolso do seu sobretudo para ela.

Roberta Lobato não hesitou em deslizar a mão para dentro do bolso dele.

Os dois continuaram caminhando lado a lado, atraindo os olhares de muitos.

Algumas pessoas até suspiravam, comentando como formavam um casal perfeito.

Helena Castro continuava ali, encolhida no canto, ouvindo o mundo inteiro celebrar o amor dos dois.

Naquele momento, ela, a esposa legítima, parecia ser o segredo sujo que precisava se esconder nas sombras.

Como era mesmo o ditado?

"Num triângulo amoroso, a verdadeira amante é aquela que não é amada."

Uma ironia cruel.

Helena Castro nem sabia como tinha conseguido voltar para o quarto.

Assim que entrou, ouviu Edivaldo Serra dando uma bronca no assistente:

— Se ela disse que não precisava, você simplesmente deixa de seguir? O que foi que eu mandei você fazer? E se algo acontecesse com ela?

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