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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 857

Helena Castro olhou para Edivaldo Serra, sentado ao lado de sua cama, com o rosto cheio de surpresa.

— O que você está fazendo aqui?

Edivaldo Serra não teve pressa em responder. Em vez disso, balançou o copo quase vazio.

— Quer mais água? Você parece estar com muita sede. — perguntou ele.

Mais da metade do copo já havia sido esvaziada.

Helena Castro se sentiu um pouco desconfortável.

Principalmente porque não esperava que Edivaldo Serra a ajudasse a beber água daquele jeito.

Sua mente travou por um instante antes de se lembrar de algo.

— Você viu mais alguém quando entrou? — perguntou ela.

Edivaldo Serra balançou a cabeça.

— Não.

Helena Castro curvou os lábios em um sorriso irônico.

Era de se esperar.

Aquele canalha provavelmente correu assim que jogaram o osso para ele.

Helena bebeu mais meio copo d'água, sentindo a garganta finalmente aliviar. Encostou-se na cabeceira da cama e repetiu:

— Como você veio parar aqui?

— Rebeca me pediu para vir. — explicou Edivaldo Serra. — Ela não conseguia falar com você e ficou com medo de que algo tivesse acontecido. Como ela está na Cidade R e não podia vir, me procurou.

Helena Castro procurou o celular às pressas.

Edivaldo entregou o casaco a ela. Ao pegar o aparelho, percebeu que a bateria tinha acabado.

Ela havia passado o dia inteiro esperando no cartório, a bateria esgotou, e por isso Rebeca Ribeiro não conseguiu contato.

— E como a Rebeca sabia que eu estava no hospital? — perguntou Helena, confusa.

Edivaldo Serra pausou por um segundo.

— Ela não sabia.

— Então como você me achou? — Helena estranhou ainda mais.

— Coincidência. — explicou Edivaldo Serra.

Na verdade, não foi coincidência.

Ele tinha ido ao cartório. Ao ver pelas câmeras de segurança que Helena Castro havia desmaiado e sido levada por Filipe Cruz, deduziu que ela estaria em algum hospital próximo.

Ele procurou de hospital em hospital, perguntando em cada recepção, até encontrá-la.

Mas ele não quis dar muitos detalhes, resumindo tudo a uma "coincidência".

E tudo dependia da resposta da outra parte e de sua colaboração.

Especialmente tratando-se de alguém com o status de Filipe Cruz. Se ele não quisesse o divórcio, sua equipe jurídica faria de tudo para encontrar brechas na lei e ganhar tempo.

Se ela estivesse disposta a aguentar a espera, o advogado tentaria negociar mais uma vez.

Mas Helena Castro não tinha mais como esperar.

Ela decidiu procurar Filipe Cruz para conversar mais uma vez.

O que ela não esperava era flagrar Filipe Cruz se encontrando secretamente com Roberta Lobato.

Bem no hotel onde ela costumava ficar.

Os dois já estavam se beijando logo na entrada.

Helena Castro ainda se lembrava exatamente do que sentiu naquele momento.

Seu sangue gelou nas veias. Suas mãos e pés ficaram dormentes.

Ela ficou paralisada por um longo tempo antes de reunir forças para ir embora.

Acabou indo para um bar beber, e lá esbarrou por acaso em Edivaldo Serra.

Ela estava bêbada, com a mente uma bagunça, e as emoções tomaram conta.

A única coisa que passava por sua cabeça era: se ele jogou sujo, não podia culpá-la por fazer o mesmo.

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