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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 825

De volta à emergência do hospital.

Mas, desta vez, o coração de Rebeca estava ainda mais apertado e cheio de pavor.

E a tensão era insuportável.

Seu peito doía tanto que ela mal conseguia respirar.

Suas roupas ainda estavam manchadas de sangue.

O sangue de Samuel Batista.

Rebeca nunca imaginou que Samuel apareceria ali.

Muito menos que, no momento mais crítico, ele jogaria o próprio carro para protegê-la, interceptando o veículo que queria matá-la.

Do outro lado do corredor, Alexandre Castro desligou o telefone e caminhou até Rebeca com uma expressão sombria, repassando as informações que acabara de receber.

— Quem bateu no carro foi Eloá Drummond, a mãe biológica de Brunela Martins. Depois do que aconteceu com o Sr. Almeida, Brunela foi levada à força por Joel Almeida e trancada em um hospital psiquiátrico da família Almeida. Ele também proibiu qualquer visita da família Martins. Além disso, o Grupo Almeida retirou todos os investimentos que tinha com eles, fazendo com que vários projetos da família Martins fossem cancelados.

— Vinicius Martins tinha pegado muito dinheiro com agiotas usando o nome do Grupo Almeida. Quando a notícia da retirada dos investimentos vazou, os cobradores foram atrás dele. Sem aguentar a pressão, ele tentou ameaçar os cobradores dizendo que ia pular do prédio, mas acabou escorregando e caindo de verdade. Ele morreu na hora. Eloá não suportou essa sequência de tragédias e enlouqueceu, o que a levou a bater o carro.

O veículo que levava Rebeca para o hotel era o carro de Joel Almeida.

Eloá pensou que Joel estivesse lá dentro e, por isso, tomou aquela atitude extrema.

Alexandre completou:

— O médico acabou de informar que Eloá Drummond não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ouvir aquilo deixou Rebeca em choque.

Mas ela não sentiu pena.

Nesta tragédia toda, ninguém da família Martins era inocente.

A única vítima real ali era Samuel Batista, que ainda lutava pela vida na sala de cirurgia.

Rebeca nem sabia quanto tempo havia se passado. Ela não conseguia desviar o olhar daquela porta.

Tudo o que podia fazer era observar a equipe médica entrando e saindo, sentindo-se completamente inútil.

Quando o médico finalmente cruzou a porta, o coração de Rebeca disparou até a garganta.

Era como aguardar uma sentença de morte.

Rebeca tocou o próprio rosto.

Devia ter sido apenas imaginação.

Quando a última bolsa de soro acabou, ela finalmente conseguiu deitar um pouco.

As últimas vinte e quatro horas haviam drenado toda a sua energia.

O sofá do quarto era razoavelmente espaçoso e cabia perfeitamente o corpo esguio de Rebeca.

Mas, claro, um sofá de hospital nunca seria tão confortável quanto uma cama.

Rebeca estava dormindo de mau jeito.

Porém, estava tão exausta e seus nervos estiveram tão no limite que, só de saber que Samuel havia passado da fase de risco, ela conseguiu relaxar.

E com esse alívio, caiu em um sono profundo.

Por causa do desconforto, dormiu apenas umas três horas.

Quando acordou, percebeu que estava deitada na cama do hospital, mas Samuel não estava mais no quarto.

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