Para sua surpresa, aquele plano não funcionou com Cassio Almeida.
Ele continuou sem nem olhar na cara de Brunela Martins.
Brunela estava frustrada, mas não esperava que sua artimanha acabaria enganando Flora.
Flora acreditou que ela era a Sra. Almeida e caiu na armadilha.
Aproveitando a situação, Brunela usou Flora para ameaçar Cassio, tentando forçá-lo a casar com ela.
No passado, Brunela já havia maltratado Flora. Ao revelar sua verdadeira natureza, despertou um pânico absoluto na garota.
Durante a luta entre as duas, o rosto de Brunela foi arranhado por Flora.
Brunela, que já estava com os nervos à flor da pele desde que voltou do cruzeiro, vivia em estado de paranoia, prestes a surtar a qualquer momento.
No instante em que viu sangue, ela perdeu completamente o controle. Agarrou Flora e tentou jogá-la do terceiro andar.
Quando Cassio chegou, viu o corpo de Flora pendurado para fora do parapeito.
Sem tempo para pensar, ele se jogou para amortecer a queda com as próprias mãos.
Afinal, Flora era só uma criança de doze anos. Ninguém sobreviveria ileso a uma queda daquela altura.
E Cassio usou todas as suas forças para protegê-la.
O resultado foi trágico: Cassio ficou gravemente ferido.
A luz da emergência ainda estava acesa. Médicos e enfermeiros entravam e saíam apressados.
A angústia estava estampada no rosto de todos.
Até Joel Almeida apareceu.
Ele usava um disfarce, provavelmente para não ser reconhecido.
Não queria que o público soubesse de sua ligação com a família Almeida.
Nos braços de Rebeca Ribeiro, Flora foi se acalmando e parou de chorar, deixando escapar apenas alguns soluços abafados de vez em quando.
Era o único som naquele corredor.
Não se sabe quanto tempo se passou até que a luz da sala de cirurgia finalmente se apagasse.
Assim que o médico saiu, Joel Almeida foi direto até ele para saber a situação.
— Ele está fora de perigo por enquanto.
Ao ouvir aquelas palavras, Rebeca sentiu um peso imenso sumir de seus ombros.
Seu corpo amoleceu e ela se encostou na cadeira.
Era mais prático.
Aqueles dias eram cruciais para o processo de guarda de Flora. Foi por isso que, logo após o acidente, Cassio mandou seu advogado entrar em contato com Rebeca imediatamente, pedindo que ela viesse à Cidade H para representá-lo no tribunal.
O carro mal havia se afastado do hospital quando Alexandre percebeu que algo estava errado. Ele olhava repetidamente pelo retrovisor e, por fim, avisou:
— Tem um carro nos seguindo.
— Sabe quem é? — Rebeca perguntou.
— Ainda não tenho certeza. Vou tentar despistá-los. — disse Alexandre.
Alexandre era um excelente motorista, mas o outro lado estava claramente preparado.
De repente, um caminhão bloqueou a pista na frente deles. Aproveitando o momento, o carro que os seguia pisou fundo no acelerador, vindo com tudo para esmagar o veículo onde Rebeca estava.
Foi por um triz.
Do nada, um outro carro surgiu em alta velocidade, jogando-se com violência para interceptar o veículo agressor.
Um estrondo ensurdecedor.
Estilhaços de metal e vidro voaram contra a janela do carro de Rebeca.
No meio de todo aquele caos, através do vidro quebrado, ela viu um rosto familiar.

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