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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 818

Entre os amigos do seu círculo, a maioria dos casamentos era arranjada com famílias de igual prestígio.

Ou formavam poderosas alianças políticas e comerciais.

Exibir tais esposas em público era sempre um motivo de grande orgulho.

Por outro lado, as atrizes eram vistas apenas como meras peças de entretenimento nos altos círculos da elite.

Por essa razão, a mídia sabia apenas que Filipe Cruz era um homem casado, ignorando por completo a identidade de sua esposa.

Sempre que parceiros de negócios tentavam sondar sobre a identidade dela, Filipe Cruz mantinha um silêncio absoluto.

No fundo, ele ainda considerava a profissão de Helena Castro indigna de seu status.

E não era a primeira vez que Filipe Cruz a criticava com tal desprezo.

No passado, Helena Castro se sentia magoada e forçava-se a mudar, tentando a todo custo agradá-lo.

Mas agora, ela não queria mais encenar.

Estava exausta.

Ela desejava apenas ser si mesma.

Por isso, ela foi direta, sem a menor cerimônia.

— Você acha que as minhas palavras soam desagradáveis? Se eu digo coisas rudes, é obviamente de propósito, pois não haveria motivo para dizê-las de outra forma, e não me falta inteligência emocional para perceber isso.

Nas entrelinhas, ficava claro que ela não tinha mais o menor interesse em manter uma boa relação com ele.

Não havia qualquer necessidade para isso.

Aquelas palavras foram cruéis e afiadas.

Naturalmente, Filipe Cruz odiou ouvi-las.

Contudo, não desejando iniciar uma discussão naquele momento, ele reprimiu a própria irritação.

— Você está tão apressada em se divorciar de mim por causa de Edivaldo Serra? — perguntou ele, tentando conter a fúria.

Helena Castro o encarou com pura incredulidade.

Ele só podia estar perdendo o juízo.

Muito antes sequer de conhecer Edivaldo Serra, ela já lhe havia proposto o divórcio.

Filipe Cruz precisava urgentemente consultar um psiquiatra.

— Eu me recordo de que alguém me disse que estava apaixonada por mim. — zombou Filipe Cruz, com um tom de voz amargo e ressentido.

A expressão de Helena Castro tornou-se levemente desconfortável.

Ela, de fato, havia dito aquelas palavras.

Em um raro momento de vulnerabilidade.

Ela sempre foi extremamente transparente quando se tratava de seus próprios sentimentos.

Mesmo diante de uma acusação trazida do passado em um momento tão inoportuno, ela não tinha a menor intenção de negar.

No entanto, sentia uma imensa frustração invadir o seu peito.

Eles estavam prestes a se divorciar, qual era o sentido de reviver essas trivialidades agora?

— É verdade, eu admito que já disse isso, apenas não esperava que você se lembrasse com tanta clareza. — respondeu Helena Castro, com total franqueza.

Ela já estava completamente farta daquela situação.

Ela não queria mais perder tempo discutindo essas invenções infundadas.

Sem dizer mais nada, ela virou as costas e começou a caminhar para longe.

No entanto, Filipe Cruz a agarrou firmemente pelo braço.

O aperto dele foi brutal.

Helena Castro deixou escapar um gemido abafado de dor.

Quando ela fez menção de empurrá-lo para longe, Filipe Cruz a questionou com uma voz extremamente ameaçadora.

— Você o ama?

Helena Castro revirou os olhos com impaciência.

— Que pergunta ridícula, é perfeitamente possível se casar sem amor, mas como alguém poderia se tornar amante de outra pessoa sem estar apaixonada?

Após dizer essas palavras, ela se desvencilhou violentamente da mão dele.

E afastou-se a passos largos.

Ela não olhou para trás nem por um segundo.

Por isso, ela não pôde ver a expressão de Filipe Cruz escurecendo em um abismo de melancolia.

Diante de uma escolha entre os dois, Helena Castro havia escolhido Edivaldo Serra sem a menor hesitação.

E o havia descartado para sempre.

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