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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 50

Tommáz Walker

A cada dia sinto que estou conseguindo suportar o meu peso na perna ainda com a haste de ferro. Rafaella está me forçando a cada dia a superar a lesão que sofri, ela é uma ótima profissional e hoje ela é muito mais uma amiga que uma funcionaria, principalmente para Amélie e Laura.

Estava sentado no escritório da mansão trabalhando para organizar todas as confusões que Gaspar causou nas finanças da Miller. Como as investigações comprovaram que ele era o responsável pelo roubo, nosso jurídico conseguiu retirar a porcentagem que pertencia a ele como reembolso por tudo o que ele nos roubou.

Enquanto estava olhando tudo, o Kevin havia me enviando para analisar hoje, fico orgulhoso em saber o quanto a empresa está crescendo desde que assumi a Miller. O som do telefone toca me tirando dos meus pensamentos sobre as finanças da empresa.

“Bom dia, senhor Walker, preciso conversar com o senhor!” — Uma voz grossa do outro lado da linha chama a minha atenção.

— Quem está falando? — Olho para o identificador de chamada e não havia nada.

“Quero proteger a mesma pessoa que você, caso tenha interesse me encontre no JulioVerne para o almoço, prometo que vai poder almoçar com a sua esposa” — Me aproximo ainda mais da mesa.

Como esse homem pode saber que vou para uma consulta com a minha esposa?

— Quem está falando? — Pergunto novamente.

“Não demore, estarei lhe esperando as onze, até logo!”

Filho da mãe, ele desligou a ligação, fico parado olhando para o telefone como um idiota que acabou de ficar curioso com a situação. Viro o pulso e falta um pouco mais de uma hora para o horário.

Dá tempo de procurar uma roupa para ir a esse encontro, antes que pudesse se que me erguer da poltrona, uma Rafaela com o seu ânimo mortal surge na porta do escritório.

Mas nesse momento minha carrasca precisará me ajudar para ficar um pouco mais apresentável para essa reunião misteriosa, ainda mais se é para manter a Amélie em segurança.

— O que houve Tom? — Ela percebe a minha agitação e se aproxima para me ajudar.

— Preciso ir até o Julio Verne, preciso de ajuda! — Olho para a minha roupa e estava usando um conjunto de moletom.

Sem chance de usar um conjunto de terno, a calça não iria se ajustar. Olho para a Rafaela que se põe ao meu lado e apenas concorda.

— Chame os seguranças de casa e nosso motorista. — Digo para a minha fisioterapeuta que se assusta com o meu pedido. — Por favor, seja discreta.

Ela assente e sai em direção à cozinha para chamar que havia pedido. Meia hora depois estávamos enfrentando o trânsito dá cidade que a essa hora estava um pouco mais movimentado que o de costume.

Consegui convencer que os homens na qual o Henrique havia deixado para a nossa segurança aceitaram em ficar com a minha avó, enquanto estava com Eliot e Adrien ao meu lado. Não faço ideia de quem seja o homem do telefone, mas fiquei interessado em saber quem está interessado na segurança da minha esposa.

Rafaela estava ao meu lado e já havia dito a ela aonde estávamos indo, ela estava inquieta e não nego que estava meio receoso ainda mais por enfrentar algo desconhecido. Porém, quero a informação que esse desconhecido tem para mim.

Ao chegar no restaurante, sou recebido pelo maître que me leva para um lugar reservado, passamos pela lateral do restaurante indo em direção a um lugar fora dos olhares do cliente que frequentam o restaurante no horário do almoço.

Alain estava parado ao lado de fora do que é seu escritório com um sorriso envergonhado e estende a mão para me cumprimentar.

— Você sabe que vivemos em um mundo comandado por pessoas extremamente poderosas, não é? — Alain pergunta meio constrangido.

— Claro que sim, estou me adequando aos comandos de alguns. — Relevo ao homem que parecia assustado na minha frente.

— Saiba que quem está aí dentro não é um inimigo, mesmo que ele tenha feito péssimas escolhas. — Olho me direção da porta e fico ainda mais curioso.

Sinto a mão de Alain em meu ombro e observo quando ele abre a porta de seu escritório. Olho para a Rafaela que assente e me encoraja para entrar e descobrir quem é o homem desconhecido.

Para a minha surpresa, o homem que estava ali sentado atrás da mesa do Alain é uma cópia masculina da minha esposa, então a constatação de quem estava na minha frente me atinge como se fosse um soco na minha cara.

Esse é Louis Petit, o pai desaparecido da minha esposa.

— Olá! Tommáz Walker! — O vejo ficar em pé erguendo a mão para me cumprimentar.

— Você é um canalha desgraçado… — Tenho andar mais rápido para lhe acertar um soco.

Mas sou impedido pela mão de Alain e só então vejo que ele estava com uma arma sobre a mesa.

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