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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 43

Amélia Mallet

Sair do hospital não foi nada tão interessante.

Imaginei que meu pai estaria ali ao meu lado ao invés de dois homens que não conseguia sentir nenhuma conexão, já que meu noivo disse que não poderia ficar ao meu lado nos próximos dias. Ele precisava voltar para Paris, para providenciar a vinda da sua empresa para Escócia.

Já meu pai ele estava passando por algum problema, que não adiantava ele me explicar que não entenderia do que se tratava. Tem dois dias que sai daquele hospital e não conseguia entender porque estava dormindo sozinha naquela suíte.

Me viro na cama e sinto falta de alguém na cama e fico sem entender o porquê Jacques não está deitado ao meu lado. Me sinto infeliz por me sentir tão sozinha.

Sabia que a partir de hoje teria uma companhia, provavelmente Jacques providenciou uma enfermeira para me ajudar com o básico. Olhar para a janela me deixa ainda mais triste.

Fecho os olhos e o perfume que vem me visitando diariamente me acalma, minha mente continua uma confusão, vários flashes que não fazia sentindo. Mas uma em particular me chamou atenção.

Estava dançando em um palco, usando uma máscara de pavão, me sentia livre por algum motivo, nesse momento estou me sentindo como se estivesse em uma gaiola dourada.

Mesmo sabendo que era fruto da minha imaginação ou apenas a minha mente me pregando peças podia ouvir uma voz diferente na minha nuca, assim como uma presença maravilhosamente conhecida.

“Fique segura, te amo”

Me viro de costa e noto que estou sozinha na cama e no quarto também. Meu peito trepida apenas por me recordar das quatro palavras que acabei de ouvir. Não sei que porra é essa, mas tenho certeza que não é Jacques.

Acho que está na hora de pedir algumas informações do meu querido noivo. Ainda mais que em dois dias ele se quer me deu algum beijo. Provando que algo está errado na história que Hugo me contou.

Levanto da cama para procurar algo para vestir e ir tomar café, espero que hoje tenha alguém em casa. Já que ontem quando sai do quarto havia apenas uma cozinheira e dois seguranças fazendo a vigilância da casa.

Por algum motivo estava me sentindo sufocada por estar naquele lugar com pessoas que me olhavam como se não pertencesse aquele lugar.

Escolho um vestido até o tornozelo, me sento em um puff no closet para poder calçar a meia no pé que não havia gesso. Ao ficar em pé, olho para o espelho e vejo as pequenas marcas ainda do acidente pelo meu corpo, estava ainda apenas de lingerie, me entristeço ao olhar por minhas costas e quando encontro a silhueta de uma tatuagem na minha bunda proxima a base da minha coluna, formando uma silhueta.

De uma das princesas da Disney, são linhas finas, formando a cinderella…

CinderElla…

O nome, sinto minha respiração falhar com a porra de uma lembrança. Meu corpo desaba no puff ao me lembrar, todas as lembranças vêm como uma bola de demolição, pelo reflexo encontro meus olhos com puro pavor. Droga, ele realmente me pegou.

As lágrimas começam a escorrer por meu roso, fecho os olhos e deixo que meus últimos momentos com o Tom preencham a minha mente.

Ele havia acabado de me dizer que havia mentido sobre nossa ida para Veneza de helicóptero, estávamos indo para a pista de pouso, onde o jatinho já nos aguardavam.

Comecei a brigar com ele, o via rindo e um solavanco nos fez olhar assustados, uma pequena explosão acima da nossa cabeça nos deixou atordoados, Tom colocou a mão sobre as duas orelhas e me olhava assustado.

— Estou gravida Tom! — Digo segurando na lapela do terno.

Seu beijo foi uma das últimas coisas que senti antes de ele se declarar para mim.

— Eu te amo, Amélie…

Mal pude ouvir a voz dele acima do barulho do helicóptero que estava caindo.

De alguma forma, Tom conseguiu passar o cinto dele envolta do meu corpo, o que me manteve ainda mais segura na poltrona onde estávamos. A batida da aeronave na água fez com que o impacto batesse na fuselagem, o resto que me vem a mente é apenas o desespero por me afogar.

Sabia que meus sentidos não estavam tão confusos assim, sentia o perigo, desde a hora que acordei, Hugo olhar para o médico como se estivesse tentando manter as coisas escondidas para mim.

A forma como Jacques vem me tratando desde que ele entrou naquele quarto, com distância e meio irritado, provavelmente o fato de estar grávida de outro.

Não sou Amélie Mallet, sou Amélie Walker esposa de Tom Walker.

Está na hora de encontrar um meio de mandar notícias e pedir ajuda sem que o Jacques me machuque.

Coloco o vestido e passo a mão por cima do meu pequeno volume no meu ventre. Preciso nesse momento manter a nossa segurança e implorar a Deus que o Tom tenha sido resgatado. Olho para o quarto e somente agora percebo realmente que estou em uma gaiola de ouro.

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