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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 35

Tommáz Walker

Deixar Amélie na outra sala foi uma prova difícil, na verdade, a queria levar até a minha sala e retirar cada uma das peças que estava usando. Mas com minha avó e tia a cercando, o jeito é ser o Tom empresário mesmo.

Na sala de reunião já estavam presentes Mallet, Moreau e Dubois, a reunião não seria fácil, entretanto preciso confrontar Mallet.

Entro na sala com a pasta de documentos que a Suzane havia providenciado, olho para os três homens que estavam preocupados com o meu pedido de que viessem até a Casa Miller, provavelmente estão pensando os motivos de tê-los chamados.

— Boa tarde, Monsieur! — Os cumprimento puxando uma das cadeiras para poder me sentar.

— Boa tarde, monsieur Walker, quais as novidades para nos chamar até a empresa? — Dubois pergunta olhando diretamente a mim.

— Vocês sabem que estou investigando um desvio da empresa, não é? — Olho para os três que apenas concordam com a cabeça. — Então, encontramos o rastro do nosso rato, pedi para que vocês viessem para dar uma chance de que o nosso rato confesse.

O olhar afrontado de cada um deles não me convence, ouço cada um falar irritado, xingar e jurar que nada tem a ver com o roubo que está tendo na empresa, mas como posso acreditar no que falam, se vejo Mallet esbanjar dinheiro por aí.

— A oferta vale apenas para o tempo que estiver na sala, se sair irei até o fim para destruir o que o rato construiu, deixarei na falência sem me importar com a sua família. — Digo ficando em pé e distribuindo a pasta com as provas dos roubos.

Infelizmente naquelas pastas ainda não tenho como provar que Mallet realmente é o cara que está nos roubando. Espero que Kevin rastreie os desvios sem fazer muito alarde.

Olho para cada um deles e sorrio para deixar claro que tenho todas as cartas nas mangas, meneio a cabeça e paro na porta olhando novamente para os três.

— Já que nenhum de vocês tem algo a dizer, a oferta chegou ao fim. — Digo sorrindo para eles e saio pela porta.

Caminho até ficar na frente da mesa da Suzane que trabalhava com algo para Noely pelo que podia ver.

— Assim que tiver notícias do Kevin, passe a chamada direto para a minha sala. — Digo me preocupando por estar sem celular no momento.

Algo está acontecendo, estou sem celular desde cedo, parece que o sinal do celular não entra na casa Miller, assim como de todos que estão no prédio. Apenas me preocupo caso meu primo encontre alguma dificuldade e não consiga contato.

Caminho para a minha sala e fico infeliz não vendo Amélie aqui, esperava que ela ficasse um tempo antes de descer para o andar criativo com a minha tia.

Sento novamente atrás da minha mesa e ouço três batidas na porta, dou permissão para entrar. Me surpreendo em ver Dubois entrando na minha sala, com um olhar preocupado, estendo a mão para que ele possa sentar na cadeira a minha frente.

— Tom, imagino que esteja praticamente com o nome do responsável em suas mãos, ou não teria pedido a reunião para confrontar. — Apenas concordo ao me acomodar melhor em minha poltrona.

— O que o monsieur precisa? — Pergunto sendo direto com Dubois.

— Ajudar na investigação! — Ele diz.

Mas a sua oferta é algo que não esperava, já que para qualquer pessoa ele poderia ser o responsável pelo roubo, mas minha intuição diz que é Mallet, ainda mais que o dinheiro estava indo em direção a Escócia.

— Em que acha poder ajudar? — Pergunto curioso.

— Talvez tenha uma forma de ajudá-lo. — Ele diz puxando a carteira do terno.

Observo com atenção o que ele fazia com tranquilidade, estico os olhos para ver a quem pertence o cartão de visita que estava agora sobre a mesa.

— Um tempo atrás, uma mulher me procurou, disse que havia tropeçado sem querer em algo e me passou o contato. — Olho para o cartão negro com letras cursivas prateadas e em alto-relevo.

— SISU? O que são eles? — Pergunto tentando puxar na mente se já havia ouvido algo sobre.

— Não sei você, mas sei se conhece, como não fazia a menor ideia de quem seriam, fui pesquisar. — Ele diz passando a mão pela careca lustrada.

Dubois é um homem baixinho e calvo, seus olhos verdes estavam com um brilho melindroso e sei que pela sua postura ele não tem nada de responsável pelo que está acontecendo nas contas da empresa.

— Realmente, nunca ouvi falar, talvez deve compartilhar o que sabe! — Digo segurando o cartão entre os dedos.

— Descobri que é tipo uma organização de inteligência, deve saber que meu filho está se formando em informática? — Ele me pergunta e apenas confirmo com a cabeça. — Jimmy fez algo errado, mas me deu algumas dicas. — Até imagino o que o filho dele deve ter feito.

— Ele hackeou as comunicações e me deu a informação. — O vejo olhar a entrada da minha sala e se aproxima da mesa. — Mallet tem feito algumas movimentações estranhas.

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