Amélie Petit
Acordo um pouco depois das oito com alguém batendo na porta. Me assusto quando percebo que estou sozinha, ainda por cima continuo na cama uma hora dessas.
— Menina, chegou uma correspondência da empresa para você. — Ouço a voz da governanta da mansão.
Levanto correndo da cama e entro no closet feito um raio a procura de algo que pudesse vestir, encontro um roupão e me vesti com ele, abro a porta amarrando ainda o roupão na cintura.
Assim que abro a porta a governanta abre um sorriso enorme, ela provavelmente deve está sabendo o que esteja acontecendo. Ela me entrega o envelope, noto que é algo da Miller pelo timbre da marca no envelope, deve ser algo importante.
— A senhora Enora e Noely já estão na mansão e perguntaram se não deseja se juntar a elas para o café. — Apenas confirmo com a cabeça.
— Pode dizer a elas que vou apenas colocar algo mais confortável? — Peço a governanta que começa a rir.
— Mais que isso é impossível, menina. — Caio na gargalhada.
Volto para o quarto para procurar algo para vestir, por sorte coloquei um jeans e uma camisa de botoes, calço a sapatilha, penteio o cabelo e faço um coque um pouco mais bagunçado que o normal.
Pego o envelope e desço para a mesa onde elas estavam me esperando, da escada já ouço a alegria das duas, que já estavam dando algumas ordens para as meninas separarem as coisas do Tom, assim que elas me veem o sorriso de todas fica enorme me deixando envergonhada.
Me sento ao lado esquerdo de madame Enora e deixo o envelope de lado para poder acompanhar as duas no café.
— Como foi a noite querida? — Madame Enora me pergunta cheia de curiosidade.
— Eu que deveria perguntar da senhora como foi a sua noite. — Pergunto tentando desviar das perguntas delas.
— Não mude de assunto, nos conte porque estão aqui e não no apartamento de vocês. — Noely sorri com a mão no queixo.
— Acabou ficando muito tarde para voltar para o apartamento, acabei dormindo cansada. — Sinto as minhas bochechas ficando vermelhas de vergonha.
— Noely, quero perguntar desde aquela manhã que descobrimos que você é a mascarada do Tom. — Volto com a minha atenção para a madame Enora.
— Pode perguntar madame. — Digo com carinho e a vejo fazer uma careta.
— Pode parar com isso de madame, me chame de Enora ou vovó, mas pare de me chamar de madame. — Noely começa a rir do jeito carinhoso da sua mãe.
— Tudo bem, pode perguntar vovó, o que está lhe deixando curiosa. — Pergunto olhando para seu rosto que estava tranquilo.
— Desde a primeira vez que foi para a cama com o Tom, você chegou a tomar alguma medicação contraceptiva? — Sua pergunta me acerta de uma forma que fico em panico.
As duas mulheres se olham entre elas enquanto, puxo na mente que esqueci literalmente de tomar algum contraceptivo, ainda mais agora que estamos transando igual dois coelhos e sem precaução alguma.
Sinto quando a minha respiração começa a se acelerar, me sirvo com um copo de café e tomo de uma vez sem adoçar, na esperança de que acorde do pânico estou saindo.
— Pensa comigo mamãe, só não engravida quem não transa, no caso nos duas! — Minha chefe fala e começa a rir.
— Você quer dizer eu, porque sei muito bem que anda se encontrando com certo alguém. — Olho para as duas que se entreolham.
— Bem, não tomo contraceptivos, então existe uma possibilidade de que esteja grávida, só saberemos com tempo. — Digo recobrando as ideias.
Mas realmente não havia me preocupado com nada disso de verdade, talvez seja porque sempre me imaginei sendo mãe, desejo ter uma família grande e de preferência ser mãe em tempo integral durante a infância para que meus filhos não cresçam sem a minha presença.
Fico sentada com a vovó e minha chefe por um bom tempo, tomamos café e conversamos sobre alguns pontos que quero para o casamento e começo a ter uma ideia de quem será convidado para o casamento, mesmo não gostando da ideia de chamar o Jacques, tenho a sensação que o Tom vai fazer questão que ele esteja lá.
Homens…
Caminho para o escritório da vovó Enora para poder trabalhar um pouco enquanto elas duas subiram para os seus quartos para descansarem, sento atrás da mesa e ligo o computador logando na minha senha pessoal no sistema da Miller.
Precisava organizar algumas coisas para a Noely, principalmente agora que recebemos vários pedidos de produção, sei que Noely tem algumas clientes que encomendam praticamente todas as suas lingeries com a casa Miller, principalmente que agora uma das suas clientes deve casar.
Enquanto estou mexendo na agenda da Noely o meu celular vibra na mesa, deixo para olhar depois, tenho que terminar primeiro essa agenda e ainda preciso ir na casa Miller entregar esse envelope, tenho certeza que o Tom precisa com urgência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......