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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 19

Kevin Tremblay

Precisava voltar para a empresa para resolver algumas pendências e principalmente para que acionasse a equipe de relações-públicas da Miller, porque do jeito que saímos da empresa não demorará para que algum video comece a circular pela internet. Aconteceu como imaginava, mal deu tempo de que chegasse na empresa, entro desviando de alguns repórteres e meu celular começa a vibrar.

Retiro do bolso assim que entro no interior da casa Miller, vejo o nome da Eve e ignoro a ligação por um momento, pelo menos até chegar na sala do Tom e conseguir entender como estava toda a situação. Assim que o elevador se abre no andar da presidência, o olhar de todos caem sobre mim.

— Chamem o relação-publica, estou aguardando na presidência. — Caminho apressado até a sala de reunião e fico aliviado que os documentos do contrato de casamento do Tom e Amélie ainda estavam aqui.

Recolho tudo e vou para a sala esperar a pessoa que precisava, antes mesmo de entrar a minha irmã liga novamente e atendo colocando ela na viva-voz.

— Kevin, vi o video, como a vovó está? — Ela me pergunta.

Realmente não somos parentes sanguíneos com os Miller ou Walker, mas minha mãe é tão amiga da tia Emily que acabamos todos sendo criados juntos, então fomos adotados pela vovó Enora como netos e a amamos como nossa avó.

— Eve, não fiquei para saber notícias, tia Noely me pediu para voltar para empresa para recolher um documento e deixar alguma nota para imprensa. — Digo enquanto respondo um e-mail que havia acabado de chegar.

— Qualquer coisa nos avise, é questão de tempo da mamãe te ligar. — Começo a rir, isso tenho certeza.

Desligo a ligação e logo resolvo tudo o que preciso, tento falar com o Tom, mas pelo visto, ele conseguiu se acertar com a sua dançarina, quero ver até quando eles dois vão conseguir levar essa brincadeira de esconder a identidade um do outro. Dá para notar que ela está começando a pensar na possibilidade de um relacionamento.

Enquanto o meu amigo, a curiosidade dele instigou a caçada, agora o vejo rendido pela mulher e talvez ele ainda nem tenha percebido o que ele esteja sentindo pela moça.

Depois que resolvo tudo, tia Noely me pede para pegar algumas coisas em sua casa, aproveito que o Tom deixou seu carro aqui e consigo ir até a mansão e corro voltando para o Hospital, via que o tempo estava virando, provavelmente teremos uma tempestade em pouco tempo. Estava surpreso em como acertei a previsão do tempo e em como o hospital estaria repleto de repórteres na frente tentando alguma foto ou nota dos familiares.

Peguei um guarda-chuva que por algum milagre estava no carro, puxei a pequena mala com os pertences das duas mulheres que estavam do hospital e pelo visto ficaram internadas até que a vovó Enora se sinta melhor.

Caminho desviando dos repórteres, que insistem em enfiar as suas câmeras na minha cara, mal consigo olhar por onde andava, apenas avistava a parte de cima da porta giratória do hospital, acelerei o passo, entrei de costas fechando a sobrinha. E tenho a melhor surpresa que poderia imaginar.

Ouço-a se desculpando, a surpresa estava estampada em seu rosto, enquanto no meu sentia uma felicidade sem explicação, enquanto o meu primo estava feliz por encontrar a sua mascarada, afundava na bebida frustrado por não conseguir nenhuma informação sobre onde ela estava.

Já tinha procurado ela no apartamento que a Amélie mora e o porteiro disse que a senhorita Ventura estava viajando, isso me deixou irritado por vários dias.

— Achei você! — Digo feliz, mas ela acaba desmaiando em meus braços.

Solto tudo o que segurava para segurá-la e pedir socorro, um dos seguranças me ajudou a sair da porta giratória, uma maca apareceu nem sei da onde, um médico aparece e pede para esperar no lado de fora.

Pego a bolsa dela e procuro por seus documentos para fazer a sua ficha, enquanto a atendente estava ali me atendendo ligo para o Tom.

— Vem aqui na recepção, mas não traga a Amélie e não demora. — Ele atende no primeiro toque.

De onde estava conseguia olhar para a minha dançarina e não tirava os olhos da bendita, vai que ela resolve desaparecer como fumaça. Em menos de cinco minutos Tom aparece e o olhar dele preocupado, olhando para todos os lados, parecemos dois idiotas por conta dessas mulheres.

— O que houve? — Ele fala se aproximando e aponto em direção a minha morena de cabelos ruivos.

O vejo rindo e bate no meu ombro, entrego a pequena mala para ele que estende a mão para mim.

— Não deixe que sua mascarada saiba que a Laura está aqui, ou elas terão uma ideia de que já sabemos quem elas são. — Digo por fim.

— Mas tenho a sensação que a Laura veio para trazer roupas para a Amélie. — O ouço dizer.

— Então vou esperá-la acordar e descobro o que fazer. — Percebo a curiosidade em seu rosto. — Ela desmaiou assim que me viu na entrada do hospital.

Não conversamos muito, digo que depois do café amanhã conto tudo para ele. Aproveito que a atendente terminou de fazer a nossa ficha e volto para a emergência no momento que ela abre os olhos.

Fico eufórico no momento que ela me reconhece e um sorriso surge no seu rosto.

— Procurei por você durante dias e ninguém sabia onde estava, voltei porque precisava me desculpar pela minha atitude, não sou assim… — Sinto o seu toque em meu rosto e consigo me acalmar.

— Calma, o que houve? — Ela me pergunta em português e estranho.

— Não é francesa? — Pergunto em francês e a vejo negar com a cabeça.

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