— Então costelinhas de porco no vapor com molho de feijão preto?
— Pode ser, adicione uma sopa tradicional para acalmar a garganta. Você tem filmado e falado muito ultimamente, sinto que sua voz está um pouco rouca.
— Ei, eu vi que o imperador de bolinho de camarão é essencial!
— Peça, sei que você adora camarão.
— Também vai querer a papaia cozida com rã-da-neve?
— Sim...
Os dois trocavam palavras. Devido ao resultado de alguns indicadores de exames recentes de Nívea que não passaram, Fabiano estava controlando a alimentação dela.
Quando terminaram a refeição, já eram quase nove e meia da noite.
O garçom recolheu a louça e serviu pratos de frutas e chá floral. A sala privativa ficou impregnada com os aromas das flores e o frescor das frutas.
Bianca comia a laranja cortada e Nívea tomava elegantemente seu chá floral. O clima era muito descontraído.
Marcelo abaixou a xícara, apoiou a mão esquerda de forma casual no apoio de braço e seu olhar passou pelo relógio de pulso.
Hoje ele usava justamente o relógio de casal que Bianca havia lhe dado, com o mostrador refletindo um brilho suave sob a luz.
Horário: 21h34.
Ele mexeu as sobrancelhas levemente, levantou a xícara de chá de novo, tomou um gole e lançou um olhar, aparentemente sem intenção, para a frente.
Fabiano estava tranquilamente espetando um pedaço de melão; colocou na boca, mastigou algumas vezes, engoliu e depois recostou confortavelmente na cadeira, soltando um suspiro satisfeito: — Essa comida foi excelente. Muito melhor do que aquela refeição saudável do refeitório do hospital no almoço.

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