Marcelo falou, a voz tão rouca que era quase apenas um sussurro, e carregava um sorriso, além da satisfação de um desejo realizado.
— Já que a Senhora Correia fez a solicitação, eu...
Ele fez uma pausa, os lábios quase encostando nos de Bianca, sem realmente beijar, e acrescentou palavra por palavra: — Fico feliz em satisfazê-la.
Muito contente em agradar.
O vapor no banheiro ficou mais denso, e a temperatura subiu.
A água da banheira já estava quase cheia, a superfície ondulando de leve, refletindo a luz do teto.
Marcelo se endireitou, afastou-se um pouco e estendeu a mão para abrir os botões do suéter dela.
Um, dois...
Seus dedos eram ágeis; mesmo fazendo aquilo, ele mantinha uma elegância calma, mas a respiração acelerada deixava transparecer que ele não estava nada tranquilo por dentro.
O suéter foi tirado e pendurado no suporte ao lado.
Depois foi a vez do conjunto do vestido.
Como o zíper ficava nas costas, ficou difícil operar com uma mão só.
Bianca se virou, ficando de costas para ele, e abaixou a cabeça de leve, revelando a bela e clara nuca.
A mão de Marcelo parou por um instante, com os olhos fixos naquela pele lisa da nuca dela, escurecendo seu olhar.
Ele levantou a mão, encontrou o fecho e o puxou devagar para baixo.
O tecido do vestido escorregou por seu corpo e caiu aos pés.
Por dentro, ela usava a calcinha e o sutiã combinando, desenhando lindas curvas.
A luz do banheiro brilhava, e a névoa funcionava como um filtro suave, tornando tudo embaçado e tentador.
A respiração de Marcelo visivelmente ficou mais pesada.

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