POV de Terceira Pessoa
Quando Lana percebeu que Freya havia desaparecido, a noite já havia caído sobre a Capital.
Ela havia esperado no apartamento por horas, andando inquieta pela sala de estar. As coisas de Freya ainda estavam onde ela as deixara - o casaco meio dobrado, o datapad brilhando fracamente na mesa - mas não havia nenhum rastro de seu cheiro. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação.
Lana discou novamente para seu WolfComm. Sem resposta.
Seu peito se apertou. Algo estava errado.
Sem hesitar, ela ligou para o número de Kade. Quando ele atendeu, sua voz estava cortada pela fadiga.
-Lana? O que aconteceu?
-Você sabe onde está Freya?- Lana perguntou, tentando manter a voz firme. -Ela não voltou. Não consigo falar com ela.
O silêncio se estendeu do outro lado, o leve zumbido do rádio estático de sua matilha preenchendo a lacuna.
Então Kade disse, baixo e sombrio, -Eu vou encontrá-la.
-Ótimo,- Lana respirou. -Por favor, faça isso.
Se alguém pudesse encontrar Freya, era Kade. Seus instintos eram afiados como navalha, seu treinamento da Unidade de Reconhecimento Iron Fang inigualável.
Uma hora depois, Lana chegou ao Departamento de Polícia da Capital. Kade já estava lá - magro, de ombros largos, com a mandíbula firme com o tipo de fúria fria que apenas um Alfa nascido poderia carregar. Ao lado dele estava Victor.
Lana correu até lá. -Você disse no telefone - Freya foi levada por Silas Whitmor? O que você quer dizer com isso?
Os lábios de Kade se apertaram em uma linha apertada, seus olhos âmbar escuros de frustração. Antes que ele pudesse responder, um dos policiais deu um passo à frente.
-Senhorita Rook, revisamos as imagens de vigilância da cidade,- o policial disse cuidadosamente. -Mais cedo hoje, a Senhorita Thorne foi vista entrando no veículo do Alfa Whitmor.
-Ela se encontrou com Silas?- Lana perguntou, a incredulidade cortando através de sua preocupação.
Isso não fazia sentido. Mesmo que Freya tivesse concordado em encontrá-lo, ela nunca desapareceria sem uma palavra.
Mesmo que seu WolfComm tivesse acabado a bateria, Freya era do tipo que pegaria emprestado de alguém ou usaria um terminal público para avisar que estaria atrasada.
-Também entramos em contato com o Alfa Silas,- o policial continuou. -Ele afirmou que a Senhorita Thorne está segura e descansando no momento. Ele nos assegurou que ela entrará em contato com você pela manhã.
Lana congelou.
Descansando?
Na casa dele?
Seu estômago se retorceu. A Freya que ela conhecia não tinha intenção de voltar com ele - e Silas nem sequer a visitou uma vez quando ela estava ferida e hospitalizada.
Algo não estava certo.
-Dê-me o número de Silas,- Lana exigiu. -Eu mesma vou ligar para ele.
O policial balançou a cabeça em desculpa. -Receio que não possamos divulgar informações de contato pessoal, Senhorita Rook. É contra o regulamento.
O olhar de Lana se voltou para Victor Ashford, que havia estado assistindo silenciosamente à troca com seu sorriso habitual. Ela se aproximou dele.
-Você o conhece. Você tem o número dele.

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