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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 388

Esse foi o final para o qual ele estava destinado.

Tremendo as mãos, Felipe apontou para a última gaveta da mesa de cabeceira.

Foi a coisa que ele fez o advogado trazer para ele antes de ser preso.

— Pegue... pegue...

Limpando as lágrimas, Lucas abriu a gaveta.

Dentro, havia uma simples, mas finamente confeccionada caixa de sândalo vermelho; o exterior era gravado com elaborados desenhos florais de maçã selvagem.

A caixa parecia envelhecida.

— Isso é para a Beatriz? — Lucas perguntou.

Felipe tentou usar todas as suas forças para assentir, os olhos transbordando um tipo de súplica.

— Dê... dê a ela...

— Descul... pe... me...

Essa foi a frase mais dolorosa, porém a mais sincera, que ele já dissera durante toda a sua vida.

O triste disso tudo era que as orelhas que deveriam ter escutado essas palavras agora haviam sumido.

Tremendo um pouco, Lucas abriu a caixa.

Dentro havia apenas um antigo e um tanto enferrujado colar da sorte e um tambor de brinquedo desbotado e murcho, há muito esquecido.

Havia também uma folha de carta amarelada.

Isso fora deixado por Verônica na época.

— Isso é... das posses da mãe?

Lucas estava perplexo.

Durante todos esses anos, Isabel queimou todos os pertences que tivessem relação com Verônica na casa; ele nem suspeitava que seu pai estaria escondendo essas coisas.

Aquele Felipe, de antigamente, tinha feito carinhos na barriga de Verônica, imaginando os dias do crescimento dessa bebê. Aquela foi a ocasião em que um sorriso alcançou as orelhas de seu pai, quando ele prometeu torná-la a princesinha mais feliz do mundo.

Quando as coisas mudaram?

Foi depois da entrada de Isabel pela porta da frente? Ou desde que a voz doce e feminina de Larissa clamou a palavra "Papai"?

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