Ela cerrou os dentes e, de repente, amoleceu o corpo, fingindo desmaiar nos braços de Guilherme.
— Ai, estou tonta...
Guilherme não a segurou, deixando-a cair no chão.
— Golpe baixo?
Guilherme sorriu com frieza.
— Bruno!
O assistente especial Bruno, que vinha logo atrás, adiantou-se imediatamente.
— Jogue essa louca para fora.
— Sim, senhor.
Bruno fez um sinal, e dois seguranças de terno preto que estavam por perto imediatamente ergueram Isadora e a arrastaram para fora.
Isadora ainda gritava: — Guilherme! Você não pode fazer isso comigo!
O corredor finalmente ficou em silêncio.
Guilherme massageou as têmporas e caminhou até Beatriz.
— Assustou?
— Não.
Beatriz balançou a cabeça.
— Esse nível não chega nem à metade da Larissa.
Guilherme deu um sorriso amargo.
— Tenho uma reunião de emergência na empresa, preciso assinar documentos agora.
— O tio Samuel... congelou algumas contas, preciso ir ao banco.
Ele olhou para a porta da UTI.
— Aqui...
— Vá.
Beatriz apertou a mão dele.
— Eu cuido daqui.
— Mas e a mamãe...
— Ainda não acordou, sua tia está cuidando dela.
Beatriz o empurrou levemente.
— Vá e volte logo.
Guilherme olhou para ela profundamente.
— Meia hora, eu volto sem falta.
Guilherme saiu apressado com Bruno, e Beatriz voltou a sentar-se no banco.
Tudo ao redor estava silencioso.
Apenas o som ocasional do monitor cardíaco, *bip, bip*.
Ela conhecia bem essa solidão.
Cinco anos atrás, após a cirurgia de doação de medula, ela foi levada de volta ao quarto.
Aquele quarto também era silencioso assim, ninguém veio vê-la.
Naquela época, ela pensava:
*Seria melhor se eu morresse. Se eu morresse, a dor pararia.*
Mas agora.
Ela olhou para o final do corredor.
— Que bom, que bom.
Samuel assentiu e, de repente, mudou o tom.
— Então, Beatriz.
— Sou irmão legítimo dele, quero entrar para vê-lo.
— Dar uma força para ele.
Enquanto falava, ele começou a caminhar em direção à porta da UTI.
Beatriz sentiu subitamente um pressentimento ruim.
O horário de visita ainda não havia começado.
E o médico havia dito que o paciente estava extremamente fraco e não poderia sofrer estímulos.
Mais importante ainda, Samuel entrar agora seria realmente para "dar uma força"?
— Tio Samuel.
Beatriz deu um passo lateral, bloqueando a frente da porta.
Seu corpo magro parecia frágil diante de Samuel.
Mas suas costas estavam retas.
— O médico recomendou que não pode haver visitas agora.
O sorriso no rosto de Samuel desapareceu.
Ele parou de girar o anel, e seu olhar tornou-se sombrio.
— Beatriz, você esqueceu quem você é?
— Este é um assunto da família Guimarães.
— Você, uma estranha que nem se casou oficialmente ainda, que direito tem de me impedir?

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