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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 184

Ela cerrou os dentes e, de repente, amoleceu o corpo, fingindo desmaiar nos braços de Guilherme.

— Ai, estou tonta...

Guilherme não a segurou, deixando-a cair no chão.

— Golpe baixo?

Guilherme sorriu com frieza.

— Bruno!

O assistente especial Bruno, que vinha logo atrás, adiantou-se imediatamente.

— Jogue essa louca para fora.

— Sim, senhor.

Bruno fez um sinal, e dois seguranças de terno preto que estavam por perto imediatamente ergueram Isadora e a arrastaram para fora.

Isadora ainda gritava: — Guilherme! Você não pode fazer isso comigo!

O corredor finalmente ficou em silêncio.

Guilherme massageou as têmporas e caminhou até Beatriz.

— Assustou?

— Não.

Beatriz balançou a cabeça.

— Esse nível não chega nem à metade da Larissa.

Guilherme deu um sorriso amargo.

— Tenho uma reunião de emergência na empresa, preciso assinar documentos agora.

— O tio Samuel... congelou algumas contas, preciso ir ao banco.

Ele olhou para a porta da UTI.

— Aqui...

— Vá.

Beatriz apertou a mão dele.

— Eu cuido daqui.

— Mas e a mamãe...

— Ainda não acordou, sua tia está cuidando dela.

Beatriz o empurrou levemente.

— Vá e volte logo.

Guilherme olhou para ela profundamente.

— Meia hora, eu volto sem falta.

Guilherme saiu apressado com Bruno, e Beatriz voltou a sentar-se no banco.

Tudo ao redor estava silencioso.

Apenas o som ocasional do monitor cardíaco, *bip, bip*.

Ela conhecia bem essa solidão.

Cinco anos atrás, após a cirurgia de doação de medula, ela foi levada de volta ao quarto.

Aquele quarto também era silencioso assim, ninguém veio vê-la.

Naquela época, ela pensava:

*Seria melhor se eu morresse. Se eu morresse, a dor pararia.*

Mas agora.

Ela olhou para o final do corredor.

— Que bom, que bom.

Samuel assentiu e, de repente, mudou o tom.

— Então, Beatriz.

— Sou irmão legítimo dele, quero entrar para vê-lo.

— Dar uma força para ele.

Enquanto falava, ele começou a caminhar em direção à porta da UTI.

Beatriz sentiu subitamente um pressentimento ruim.

O horário de visita ainda não havia começado.

E o médico havia dito que o paciente estava extremamente fraco e não poderia sofrer estímulos.

Mais importante ainda, Samuel entrar agora seria realmente para "dar uma força"?

— Tio Samuel.

Beatriz deu um passo lateral, bloqueando a frente da porta.

Seu corpo magro parecia frágil diante de Samuel.

Mas suas costas estavam retas.

— O médico recomendou que não pode haver visitas agora.

O sorriso no rosto de Samuel desapareceu.

Ele parou de girar o anel, e seu olhar tornou-se sombrio.

— Beatriz, você esqueceu quem você é?

— Este é um assunto da família Guimarães.

— Você, uma estranha que nem se casou oficialmente ainda, que direito tem de me impedir?

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