— Beatriz, vamos.
Beatriz olhou para Yasmin, que estava com o rosto pálido.
Caminhou calmamente para fora do camarote.
— Guilherme.
Ao chegarem ao carro, Beatriz parou de repente.
— O que foi? Ficou assustada com o que aconteceu?
Guilherme a olhou, nervoso.
Beatriz balançou a cabeça e, subitamente, ficou na ponta dos pés e beijou levemente o canto dos lábios dele.
— Eu não sou tão frágil. Obrigada.
Obrigada por me amar.
Obrigada por me fazer saber que eu também mereço ser amada.
Guilherme ficou atônito por um instante, mas logo aprofundou o beijo.
A luz do sol esticava as sombras dos dois, longas e unidas.
Não muito longe dali, Yasmin estava parada na porta do clube, observando a cena.
O cheque que ela segurava foi levado pelo vento e caiu no chão.
Um pedestre pisou em cima, sujando-o de poeira.
Ela se perguntava se tinha realmente cometido um erro.
*Trim-trim* — O toque do celular soou de repente. Yasmin recobrou os sentidos, atendeu o telefone e voltou para o camarote.
Dentro do carro.
Guilherme dirigia enquanto segurava firmemente a mão de Beatriz.
— Beatriz, se alguém ousar jogar dinheiro em você no futuro, jogue suas patentes de volta.
— Se não for o suficiente para machucar, eu completo com duas barras de ouro.
Beatriz não conseguiu conter o riso.
— Sr. Guilherme, isso é mentalidade de novo-rico.
— Contanto que sirva para te vingar, ser um novo-rico também é bom.
Guilherme olhou pelo retrovisor para a mulher que sorria radiante como uma flor.
Jurou silenciosamente em seu coração.
O sofrimento do passado acabou.
De agora em diante, pelo resto da vida.
No mundo de Guilherme, só existiria uma missão: mimá-la.
Assim que o carro arrancou, o celular de Guilherme tocou.
Era o mordomo da mansão da família Guimarães.
— Senhor, o patrão desmaiou! Está sendo levado para o Hospital Central agora!
Guilherme cerrou a mandíbula, sentindo um gosto de sangue na ponta da língua.
Ele segurou a mão de Yasmin, que se preparava para bater novamente.
— Mãe, a doença do pai não tem nada a ver com Beatriz.
— Como não tem relação?!
Yasmin gritava, sua voz ecoando estridente no corredor vazio.
— Seu tio Samuel acabou de dizer! Foi por causa dessa mulher que você rompeu com a família e até quis dar as ações para ela!
— Seu pai ficou doente de tanta raiva de você!
— E você! — Yasmin encarou Beatriz com ódio.
— Essas suas mãos que fazem pesquisas, foram feitas para amaldiçoar as pessoas?
— Amaldiçoou sua mãe até a morte, destruiu a família Andrade, e agora chegou a vez da nossa família Guimarães, é isso?!
Beatriz finalmente levantou a cabeça.
— Sra. Guimarães, se a senhora tem forças para me xingar aqui, seria melhor usá-las para se preocupar com o Sr. Firmino.
— Você... — Yasmin, furiosa, apertou o peito, revirou os olhos e caiu dura para trás.
— Mãe!
Guilherme foi rápido e a amparou.
Foi uma confusão generalizada.

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