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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 181

— Beatriz, vamos.

Beatriz olhou para Yasmin, que estava com o rosto pálido.

Caminhou calmamente para fora do camarote.

— Guilherme.

Ao chegarem ao carro, Beatriz parou de repente.

— O que foi? Ficou assustada com o que aconteceu?

Guilherme a olhou, nervoso.

Beatriz balançou a cabeça e, subitamente, ficou na ponta dos pés e beijou levemente o canto dos lábios dele.

— Eu não sou tão frágil. Obrigada.

Obrigada por me amar.

Obrigada por me fazer saber que eu também mereço ser amada.

Guilherme ficou atônito por um instante, mas logo aprofundou o beijo.

A luz do sol esticava as sombras dos dois, longas e unidas.

Não muito longe dali, Yasmin estava parada na porta do clube, observando a cena.

O cheque que ela segurava foi levado pelo vento e caiu no chão.

Um pedestre pisou em cima, sujando-o de poeira.

Ela se perguntava se tinha realmente cometido um erro.

*Trim-trim* — O toque do celular soou de repente. Yasmin recobrou os sentidos, atendeu o telefone e voltou para o camarote.

Dentro do carro.

Guilherme dirigia enquanto segurava firmemente a mão de Beatriz.

— Beatriz, se alguém ousar jogar dinheiro em você no futuro, jogue suas patentes de volta.

— Se não for o suficiente para machucar, eu completo com duas barras de ouro.

Beatriz não conseguiu conter o riso.

— Sr. Guilherme, isso é mentalidade de novo-rico.

— Contanto que sirva para te vingar, ser um novo-rico também é bom.

Guilherme olhou pelo retrovisor para a mulher que sorria radiante como uma flor.

Jurou silenciosamente em seu coração.

O sofrimento do passado acabou.

De agora em diante, pelo resto da vida.

No mundo de Guilherme, só existiria uma missão: mimá-la.

Assim que o carro arrancou, o celular de Guilherme tocou.

Era o mordomo da mansão da família Guimarães.

— Senhor, o patrão desmaiou! Está sendo levado para o Hospital Central agora!

Guilherme cerrou a mandíbula, sentindo um gosto de sangue na ponta da língua.

Ele segurou a mão de Yasmin, que se preparava para bater novamente.

— Mãe, a doença do pai não tem nada a ver com Beatriz.

— Como não tem relação?!

Yasmin gritava, sua voz ecoando estridente no corredor vazio.

— Seu tio Samuel acabou de dizer! Foi por causa dessa mulher que você rompeu com a família e até quis dar as ações para ela!

— Seu pai ficou doente de tanta raiva de você!

— E você! — Yasmin encarou Beatriz com ódio.

— Essas suas mãos que fazem pesquisas, foram feitas para amaldiçoar as pessoas?

— Amaldiçoou sua mãe até a morte, destruiu a família Andrade, e agora chegou a vez da nossa família Guimarães, é isso?!

Beatriz finalmente levantou a cabeça.

— Sra. Guimarães, se a senhora tem forças para me xingar aqui, seria melhor usá-las para se preocupar com o Sr. Firmino.

— Você... — Yasmin, furiosa, apertou o peito, revirou os olhos e caiu dura para trás.

— Mãe!

Guilherme foi rápido e a amparou.

Foi uma confusão generalizada.

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