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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 164

Ela nunca tinha passado tanta vergonha na vida!

Ao sair correndo pelo portão do instituto.

Com o vento frio batendo, Catarina percebeu que estava coberta de suor frio.

Ela olhou para trás, para aquele edifício majestoso.

O nome de Beatriz parecia gravado lá, brilhando intensamente.

Enquanto isso, o cheque de cinco milhões em sua mão parecia agora um pedaço de papel inútil.

— Beatriz...

Catarina rangeu os dentes, com lágrimas nos olhos.

— Me aguarde!

— Isso não acabou!

Ela soltou as ameaças, mas no fundo sabia.

Naquele campo, ela nunca venceria Beatriz em toda a sua vida.

Aquela distância desesperadora não podia ser preenchida por dinheiro nenhum.

Beatriz só conseguiu se desvencilhar da multidão meia hora depois.

Ela massageou as têmporas, cansada.

Embora o corpo estivesse exausto, o coração estava preenchido como nunca.

Ela provou que não era um acessório de ninguém, mas sim a cientista Beatriz.

Assim que saiu do auditório, um abraço quente a envolveu.

Um cheiro familiar, com um leve toque de tabaco e o frio da rua.

Era Guilherme.

— O que você está fazendo aqui?

Beatriz ergueu a cabeça, surpresa.

— Não disse que ia para a mansão da família?

O sobretudo de Guilherme ainda tinha flocos de neve não derretidos nos ombros.

Claramente, ele tinha vindo às pressas.

Ele baixou a cabeça, olhando para a mulher em seus braços.

Os olhos dela brilhavam, como se escondessem um universo de estrelas.

— Meu pai está bem, era fingimento.

Guilherme disse com indiferença.

— Dei uma olhada e fui embora.

Na verdade, não foi tão simples.

Yasmin, para segurá-lo, mandou trancar o portão principal.

Ele arrebentou o portão com o carro para sair.

Porque ele estava preocupado.

Ele tinha medo de que aquela louca da Catarina machucasse Beatriz.

Tinha medo de que Beatriz, como antigamente, sofresse bullying e ficasse calada.

Ele dirigiu como um louco, furando seis sinais vermelhos.

Quando chegou, viu justamente Catarina fugindo de forma patética.

— Também, olha só de quem ela é esposa!

— A nossa Beatriz é uma deusa que une beleza e sabedoria!

— Aquela Catarina não chega nem aos seus pés!

Os pesquisadores que passavam olhavam de lado.

A Dra. Beatriz, geralmente fria e distante, agora ria como uma criança nos braços daquele homem alto.

— Vamos.

Guilherme a colocou no chão e segurou sua mão.

— Para onde?

— Comemorar.

Guilherme a puxou para fora.

— Quero que o mundo todo saiba.

— Minha mulher é a cientista mais incrível do mundo.

O sol atravessou as nuvens, iluminando os dois.

As sombras no chão estavam coladas, inseparáveis.

Nunca mais se separariam.

Quanto a Catarina?

Quem se importa com as lágrimas de um palhaço?

Afinal, a vida da protagonista triunfante estava apenas começando.

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