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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 153

Guilherme olhou atordoado para a garota à sua frente; os olhos límpidos dela refletiam o rosto incrédulo dele.

Ela não o culpava.

E ainda disse... que também o amava.

No segundo seguinte, Guilherme levantou-se e abraçou Beatriz com força.

— Beatriz... minha Beatriz...

Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela, chamando o nome dela repetidamente.

Eram duas almas que, atravessando dez anos de tempo, finalmente se abraçavam sem reservas.

Beatriz retribuiu o abraço e sussurrou:

— Guilherme, obrigada.

— Obrigada por não desistir. E obrigada por me encontrar.

Guilherme não disse nada, apenas a abraçou e beijou seus lábios.

Um beijo cheio de agressividade e paixão.

Ele a pegou no colo e caminhou a passos largos em direção ao quarto.

— Beatriz, eu esperei por este dia, esperei por dez anos.

Sua voz soou no ouvido dela, carregada de desejo intenso e um afeto reprimido por muito tempo.

A porta do quarto foi fechada com um chute dele.

O quarto se encheu de calor e de uma atmosfera inebriante.

No dia seguinte, Beatriz foi acordada pelo calor da luz do sol entrando pela janela.

Ela se mexeu e sentiu o corpo todo dolorido e fraco, como se tivesse sido atropelada por um caminhão.

Principalmente a cintura, que parecia estar prestes a quebrar.

— Acordou?

Uma voz com um sorriso satisfeito soou acima de sua cabeça.

Ao abrir os olhos, Beatriz deparou-se com o rosto absurdamente bonito de Guilherme.

Ele estava deitado de lado ao lado dela, apoiando a cabeça com uma mão, olhando-a fixamente.

O rosto de Beatriz corou instantaneamente.

As cenas da noite anterior repetiam-se descontroladamente em sua mente.

Ela mordeu o lábio e lançou-lhe um olhar feroz.

— Guilherme, você é um demônio?

Guilherme riu baixinho.

No fim, Beatriz foi vencida e acabou implorando por misericórdia novamente.

Mal uma onda passava, outra se levantava.

Beatriz pensou que o "exercício matinal" de Guilherme seria o maior desafio do dia.

Até que a porta principal, aberta respeitosamente pelo mordomo, deu passagem a duas pessoas.

A temperatura da mansão, que antes estava cheia de uma atmosfera ambígua e romântica, caiu instantaneamente para o ponto de congelamento.

Eram os pais de Guilherme.

Firmino Guimarães e Yasmin.

O casal poderoso, que residia no exterior há anos e controlava metade do império internacional do Grupo Guimarães, apareceu na sala de estar sem aviso prévio.

Beatriz ainda vestia a camisa branca larga de Guilherme, deixando as pernas expostas, e no pescoço exibia as marcas vermelhas deixadas pela loucura da noite anterior.

A cena foi extremamente constrangedora.

Guilherme reagiu muito rápido, pegando uma manta do sofá e embrulhando Beatriz completamente, deixando apenas a cabeça cabeluda de fora.

Ele franziu a testa, com um olhar que misturava desejo não dissipado e o desagrado pela interrupção.

— Pai, mãe, por que não avisaram que voltariam ao país?

Firmino soltou um bufo frio, e seu olhar pousou em Beatriz com um desprezo indisfarçável.

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