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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 152

— Beatriz, você foi, naquele momento, a única luz na minha vida de escuridão.

Beatriz nunca imaginou que ele tivesse passado por uma experiência tão dolorosa.

Guilherme sorriu com autodepreciação e continuou:

— Mais tarde, fui levado por antigos subordinados do meu avô para o exterior. Estudei desesperadamente, empreendi, tudo para voltar mais cedo, para poder... ficar ao seu lado mais cedo.

— Quando voltei, investiguei tudo sobre você. Soube da sua situação na família Andrade, soube do seu casamento com Heitor Monteiro.

— Vi você doar medula por eles, quebrar a perna e, no final, ser descartada como um sapato velho. Eu desejei... matá-los.

— Por isso, comprei as pessoas próximas a Larissa e obtive todas as provas de como ela incriminou você.

— Eu até mesmo... calculei que você seria falsamente acusada de plágio.

A cada frase que ele dizia, o rosto de Beatriz ficava mais pálido.

Então, até as experiências mais dolorosas dela estavam dentro dos cálculos dele.

Guilherme olhou para o olhar dela, que se tornava cada vez mais frio, e sentiu como se alguém apertasse seu coração com força.

Ele entrou em pânico.

Segurou a mão dela, explicando urgentemente:

— Beatriz, escute-me! Eu sei, eu sei que o que fiz foi desprezível! Usei sua dor para fazer você deixá-los e se aproximar de mim.

— Mas ver você sendo torturada por eles estava me enlouquecendo! Só pude usar esse método para tirá-la completamente daquele lamaçal.

— Admito que, no início, minha intenção era retribuir o favor. Mas depois, percebi que estava errado.

— O que sinto por você não é gratidão.

— Eu te amo, Beatriz. Desde dez anos atrás, quando você colocou aquela caneta na minha mão, não, talvez antes, desde a primeira vez que te vi lendo silenciosamente no corredor, eu me apaixonei por você.

— Tudo o que fiz não foi por gratidão, foi para... ter você.

— Desculpe, eu menti para você. Se você me acha desprezível, se me acha terrível e quiser me deixar... você pode.

Quando disse as últimas palavras, sua voz tremia.

— O que me deixa com raiva é você não ter me contado antes.

— Fez-me... esperar por você por tanto tempo.

A última frase foi dita com uma voz leve como uma pluma.

Guilherme congelou.

Ele... o que ele ouviu?

— Beatriz, você... o que você disse?

— Eu disse — Beatriz olhou para a expressão atordoada dele, achando-o engraçado e adorável ao mesmo tempo, segurou o rosto dele e disse clara e pausadamente: — Eu te amo, Guilherme.

— Não porque você me tirou do lamaçal, não por tudo o que fez por mim.

— Mas porque você é o Guilherme.

— Antes mesmo que eu percebesse, eu já tinha me apaixonado por você.

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