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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 128

As ações do Grupo Monteiro despencaram em resposta.

Mas tudo isso já não tinha nada a ver com Beatriz.

Vesper Sistemas, escritório da presidência.

Beatriz acabara de encerrar uma videoconferência transnacional e massageava a testa, sentindo-se um pouco cansada.

A assistente Elisa bateu na porta e entrou.

— Srta. Beatriz, esta é a lista de presentes recebidos esta semana. Por favor, dê uma olhada.

Beatriz pegou a lista e folheou-a casualmente.

A lista continha várias joias valiosas, artigos de luxo, antiguidades e caligrafias.

Os remetentes, sem exceção, eram todos da família Andrade e Heitor.

— Srta. Beatriz, seu pai tem vindo à entrada da empresa todos os dias há uma semana, dizendo que quer vê-la.

— Seus irmãos também ligam e mandam mensagens sem parar.

— E o Sr. Heitor... além de enviar presentes, fica quase todos os dias de plantão lá embaixo, faça chuva ou faça sol, dizendo... dizendo que quer pedir seu perdão.

Ao relatar isso, Elisa achava a situação quase inacreditável.

Quem poderia imaginar que aquelas pessoas, que antes tratavam a Srta. Beatriz como lixo, agora se tornariam tão humildes.

Beatriz ouvia sem expressão no rosto.

Seu coração já não se agitava por causa daquelas pessoas.

— Doe todos os presentes para instituições de caridade.

Ela ordenou indiferente.

— Quanto a essas pessoas, não precisa mais me informar sobre elas.

— Sim, Srta. Beatriz.

Assim que Elisa ia sair, a porta do escritório se abriu novamente.

Guilherme entrou com suas longas pernas, carregando uma garrafa térmica.

— Terminou a reunião?

Ele caminhou até Beatriz e, muito naturalmente, estendeu a mão para massagear as têmporas dela.

— Sim.

Beatriz recostou-se na cadeira, sentindo o aroma familiar de cedro nele, e seu cansaço se dissipou consideravelmente.

— Está cansada? Pedi para a cozinha preparar uma canja especial para você.

Lá embaixo, a figura de Heitor era pequena como um ponto preto, parado ereto no vento frio do final do outono.

E o carro da família Andrade também estava parado não muito longe.

Provavelmente ainda esperavam por aquele milagre que nunca aconteceria.

Beatriz desviou o olhar e encarou o homem ao seu lado, que a mimava até a alma. Ela ficou na ponta dos pés e depositou um beijo nos lábios dele.

— Guilherme.

— Hum?

— Obrigada.

Obrigada por me segurar no meu momento mais sombrio.

Obrigada por me mostrar que o amor, na verdade, é assim.

Guilherme a abraçou forte, apoiando o queixo no topo da cabeça dela, com a voz grave e apaixonada.

— Você merece tudo o que há de melhor neste mundo.

Quanto àqueles que te machucaram no passado...

O arrependimento e o sofrimento do resto de suas vidas estão apenas começando.

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