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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 108

Além dela, quem mais poderia salvar a família Andrade agora?

Guilherme...

O homem que estava no topo da pirâmide da Capital.

Hoje, ele era o protetor de Beatriz.

Bastava uma palavra de Beatriz, e não apenas a Caelum Tecnologias, mas até empresas dez vezes maiores que a Caelum voltariam rastejando para pedir cooperação com o Grupo Andrade.

O interior de Miguel travava uma batalha intensa.

A dignidade e a sobrevivência da família Andrade puxavam sua mente de um lado para o outro.

No fim, a realidade esmagou tudo.

Ele cerrou os dentes, como se tomasse uma decisão, e levantou-se bruscamente.

— Prepare o carro! Vamos para o Instituto Arca de Pesquisa!

Instituto Arca de Pesquisa.

Localizado na área mais nobre e cara do parque tecnológico da Capital.

Aqui se reuniam os cérebros mais brilhantes do país.

Miguel, parado diante do imponente portão do instituto, sentiu pela primeira vez sua própria insignificância.

Era completamente diferente dos institutos de pesquisa mortos e sem vida que ele imaginava.

Arquitetura moderna, rostos jovens indo e vindo, cada um com uma expressão de confiança e vigor.

Era um tipo de brilho que ele nunca tinha visto no rosto de Beatriz.

Ele respirou fundo, suprimiu a irritação inexplicável no fundo do coração e entrou, forçando a coragem.

— Olá, quem o senhor procura?

A voz da recepcionista era doce, o sorriso padrão.

Miguel forçou um sorriso rígido.

— Procuro a Beatriz, sou o irmão dela. Miguel.

Ele enfatizou as palavras "irmão", achando que receberia algum tratamento especial.

No entanto, a recepcionista apenas assentiu de forma protocolar.

— Certo, o senhor tem hora marcada?

— ... Não.

— Então sinto muito, senhor. Sem hora marcada, preciso confirmar primeiro com o assistente da Dra. Beatriz.

A recepcionista pegou o telefone, falou algo em voz baixa e desligou.

A espera era torturante.

Especialmente esperar por alguém que ele costumava desprezar.

Entediado, ele olhou ao redor, e seu olhar acabou pousando na estante de livros.

A maioria eram livros estrangeiros que ele não entendia.

Mas, na prateleira mais baixa, alguns livros grossos de medicina antiga, encapados com papel pardo, chamaram sua atenção.

Aqueles livros mostravam sinais claros de terem sido folheados frequentemente pelo dono, com as pontas desgastadas.

Como se guiado por uma força invisível, ele se levantou e caminhou até lá.

Pegou um aleatoriamente e abriu.

Dentro, havia anotações densas feitas com uma caligrafia pequena e delicada.

A letra era elegante, mas transmitia força.

Era a letra de Beatriz.

Ele reconheceu na hora.

Miguel franziu a testa, sentindo uma irritação sem motivo no coração.

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