A chamada de Larissa foi desligada impiedosamente por Heitor.
Ouvindo o som de "tu-tu-tu" vindo do celular, a cor do rosto dela desapareceu num instante.
Não acreditando no que acontecia, ela ligou novamente.
Desta vez, a resposta foi uma voz feminina mecânica e fria.
[Desculpe, o número para o qual você ligou está ocupado...]
Larissa arremessou o celular contra a parede com força!
— Aaaaaah!!
O grito estridente ecoou pela mansão vazia da família Monteiro.
Heitor... ele a bloqueou!
Como ele ousa?!
Como ele ousa fazer isso com ela?!
Depois da raiva, veio um pânico que penetrou até os ossos.
Ela perdeu a família Andrade, e agora, ia perder até Heitor, sua última tábua de salvação?
Larissa, como se estivesse louca, correu para fora da mansão e ligou o carro.
Ela se sacrificou tanto por Heitor, ela era o amor da vida dele!
Como ele podia... como podia abandoná-la assim por causa daquela vadia da Beatriz?!
No entanto, mal havia saído da área da mansão, foi parada pelos seguranças.
— Srta. Andrade, desculpe, o Sr. Heitor ordenou que a senhora não pode sair daqui.
Larissa arregalou os olhos, incrédula.
— O que você disse? Com que direito ele me mantém em cárcere privado?!
O segurança manteve a expressão impassível, mas o tom era respeitoso.
— O Sr. Heitor disse que a senhora está emocionalmente instável ultimamente e precisa de repouso.
— Além disso, todos os seus cartões bancários e de crédito foram congelados.
Larissa sentiu como se um raio tivesse atingido o topo de sua cabeça.
Cárcere privado?
Congelamento de bens?
Heitor queria... transformá-la em uma inútil completa? Um canário que só consegue viver dependendo dele?
A enorme sensação de humilhação a fez tremer inteira.
Enquanto isso.
A tempestade da opinião pública varreu completamente a família Andrade.
As ações do Grupo Andrade caíram direto no limite de baixa assim que o mercado abriu.
A porta estava bloqueada por fornecedores cobrando dívidas e acionistas exaltados.
— Aquele terreno na zona sul, o banco... o banco decidiu retomá-lo...
Uma má notícia atrás da outra, como marretadas pesadas, atingia o coração de Miguel.
Essas eram as últimas linhas de vida do Grupo Andrade!
Se fossem cortadas, o Grupo Andrade... estaria realmente acabado.
Miguel desabou na cadeira, a raiva em seus olhos sendo gradualmente substituída pelo desespero.
Por quê?
Por que tinha que ser assim?
Claramente, há pouco tempo, o Grupo Andrade estava prosperando.
Claramente...
Um pensamento surgiu incontrolavelmente em sua mente.
Beatriz.
Se fosse a Beatriz aqui...
Assim que o pensamento apareceu, ele o sufocou violentamente.
Impossível!
Como ele poderia contar com aquela ingrata de sangue frio?
Mas...

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