"Demolir a casa, vocês têm autorização formal?"
O rapaz de cabelo pintado respondeu com arrogância: "Meu pai é o chefe da vila, a palavra dele é o documento. E você, quem é?"
Celina manteve-se muito calma. "Eu já chamei a polícia. Vamos esperar os policiais chegarem para resolver isso."
"Chamar a polícia?" O rapaz sorriu de maneira cruel. "A delegacia é do meu tio. Vamos ver se ele vai me prender ou prender você."
Celina respondeu com seriedade: "Eu não acredito que a justiça dessa cidade esteja toda nas mãos da sua família."
O rapaz, tomado pela arrogância, agarrou a mão dela com força.
"De onde saiu essa mulher? Bonita assim... Vem comigo, vamos dar uma volta nos fundos do morro."
"Vocês, seus animais, larguem ela!"
O avô, ao perceber que iriam humilhar Celina, apoiou-se na bengala e, trêmulo, tentou afastá-los.
Os capangas do rapaz partiram para cima: uns derrubaram o velho, outros rasgaram a roupa de Celina.
"Parem com isso!"
Nesse momento, alguns homens com aparência de seguranças invadiram o local e rapidamente separaram todos.
Um deles inclinou a cabeça diante de Celina.
"Senhora, o Diretor Tavares nos enviou para protegê-la."
Celina não teve tempo de responder; cambaleando, correu até o avô.
Ele já estava caído no chão, seu corpo tremia de forma descontrolada, escorria um pouco de espuma branca pela boca, mas ainda murmurava de forma confusa: "Animais... larguem minha Celina..."
Celina apressou-se a abrir a boca dele, colocou dois comprimidos de emergência para o coração, e gritou, desesperada: "Hospital, levem-no para o hospital, rápido!"
...
Naquele momento, na Mansão Antiga Tavares.
João recebeu notícias sobre Celina e correu apressado até o escritório.

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