"Genival Marques teve uma grave recaída do coração e foi levado ao hospital. Ela também foi junto", disse João.
A senhora idosa, ao ouvir isso, estreitou levemente o olhar.
"Você só conseguiu se casar com ela por causa da doença do Genival."
"Eu sei o que fazer."
Jackson se virou e saiu do escritório.
Thais conhecia bem o temperamento do neto.
Ela fechou os olhos por um instante. "Jackson!"
Jackson parou o passo e olhou para ela. "A vovó ainda tem algo a dizer?"
Dona Tavares apertou a borda da mesa com força.
"Fui eu que mandei dispensar o mordomo e os empregados da casa de campo em Petrópolis. Também fui eu que mandei tirar Alice do hospital."
Uma tempestade se formou dentro de Jackson, e ele apertou os dedos sem perceber.
Thais continuou: "Essa mãe e filha não se comportaram, não são dignas de desfrutar das boas comidas e bebidas da Família Tavares. Se você continuar sacrificando sua esposa por causa dessa mulher, não me culpe por não aceitá-la mais."
Jackson rapidamente escondeu qualquer emoção. "Entendi, vovó."
João ficou completamente atordoado.
Nada disso tinha sido feito pela senhora. Todos tinham julgado-a injustamente...
Na sala de estar no andar de baixo, Alice segurava o braço da mãe, lançando olhares constantes para o alto da escada.
Ao ver Jackson descendo, seu olhar tornou-se complexo, como se aguardasse o veredito de seu destino.
"Amanhã, depois da homenagem ao seu pai, vou mandar alguém te levar de volta para Petrópolis."
Jackson passou por ela sem parar.
Alice sentiu-se desapontada, mas não demonstrou.
Gritou para ele enquanto observava suas costas: "Obrigada, irmão, por conseguir a permissão da vovó para que eu pudesse ficar um tempo com a mamãe."
Embora já usasse o sobrenome Tavares, a senhora idosa jamais a reconhecera como neta legítima, por isso Alice não tinha o direito de chamá-la de "vovó".



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