Então, ele apenas se levantou, foi até ela e pousou a mão suavemente em seu ombro, sentindo imediatamente sua resistência tensa.
Ele não forçou, apenas disse em voz baixa: "Tudo o que acontece tem um propósito. Eu só tenho você como mulher, a existência de Jasmine não é uma ameaça para você."
Dito isso, ele retirou a mão e deixou a sala de jantar.
Ele a conhecia muito bem. Naquele momento, qualquer explicação extra seria contraproducente e apenas os afastaria mais. Deixar essa frase para que ela mesma pensasse e refletisse era a única maneira de quebrar suas defesas.
Celina mexia o mingau em sua tigela, um leve bufo de desdém escapando de seu nariz.
Após o café da manhã, Janaina veio buscá-la para o trabalho.
"Celina, vamos primeiro para a empresa hoje também?" perguntou Janaina, ligando o carro.
Celina lançou um olhar claro pela janela. "Para o Jardim Zeus!"
A mão de Janaina no volante hesitou por um momento, e um traço de surpresa brilhou em seus olhos.
"Já que você já sabe... que o Sr. Leite não tem nenhum desejo real por aquela mulher e a mantém por perto por outros motivos, por que ainda vai procurá-la?"
Um sorriso indecifrável surgiu nos lábios de Celina. "O projeto precisa de alguém para avançar, e eu sou a Sra. Leite por direito. Por que não poderia ir?"
Janaina entendeu sua intenção, mudou de direção e dirigiu para o Jardim Zeus.
Ao passar pela porta giratória, perto dos elevadores, o gerente da outra noite apareceu novamente.
Ele estava prestes a terminar seu turno quando viu Celina, seu rosto ainda exibindo o mesmo sorriso de cortesia padronizado.
"Senhora, este é um estabelecimento estritamente para membros e já encerramos o expediente. Receio que não seja conveniente para a senhora entrar."
Celina estava prestes a falar quando a voz de Neusa veio da porta giratória.
"Diretor Salles, desde quando as regras aqui ficaram tão rígidas a ponto de barrarem até a minha irmã?"

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