Neusa seguiu seu olhar, pensando que ela se lembrava do passado por causa do balanço, e suspirou. "Aproveite para olhar enquanto pode. Ouvi dizer que este terreno já foi vendido para a construção de um parque logístico. Da próxima vez que viermos, quem sabe se tudo isso ainda estará aqui."
Ao ouvir isso, Celina franziu a testa instantaneamente.
Aquele pensamento passageiro, a memória em seu cérebro estava em branco, mas, ao mesmo tempo, havia uma sensação de urgência para recuperar algo...
O "restaurante de comida caseira" que Neusa tanto recomendou era, na verdade, um restaurante familiar na beira da estrada, mas a comida era realmente autêntica. Comparado aos banquetes caríssimos que Celina comia na Cidade Zeus, o sabor daqui era mais do seu agrado.
No entanto, com a mente preocupada, mesmo a comida mais deliciosa parecia insípida.
Neusa, vendo seu desânimo, sugeriu: "Acho que você não está com pressa de voltar para casa agora. Que tal irmos a um bar? Você tem algum que costuma frequentar?"
Bar?
Celina viveu na Cidade K por mais de uma década e foi a um bar pouquíssimas vezes.
Mesmo na Cidade Zeus, ela só havia ido uma vez para uma reunião de colegas de classe, e ficou o tempo todo em um camarote.
Ela não tinha a menor ideia de como era um bar de verdade, muito menos um que "costumava frequentar".
Neusa, vendo-a parecer uma boa aluna que não sabia responder à pergunta do professor, sorriu. "Esquece. Apenas siga o fluxo, vamos ao meu preferido."
...
O bar para onde Neusa a levou chamava-se Noite de Brasas.
O lugar era extravagantemente caro, mas esse preço elevado filtrava muitos indesejáveis. Para pessoas de seu status, cada palavra e ação afetava a honra de seus maridos. Frequentar um lugar como aquele, mesmo que fossem vistas, não mancharia a reputação de seus cônjuges.
Sentada em um sofá, Celina olhava com curiosidade para a pista de dança à frente, pensando em como eles sabiam se mexer e pular tão bem.
"Você não quer ir relaxar um pouco?" perguntou Neusa, vendo seu interesse.
Celina sorriu e balançou a cabeça negativamente.
Neusa pediu para ela um coquetel de baixo teor alcoólico, mas depois de apenas meio copo, as bochechas de Celina ficaram coradas e seu olhar começou a ficar um pouco turvo.
"Você está bêbada?" perguntou Neusa, surpresa.
Celina, com as bochechas levemente vermelhas, olhou para ela com perplexidade: "Hã? Eu sou fraca para bebida?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?