Celina interrompeu suas palavras com uma expressão impassível: "O dinheiro da indenização não era cinco mil reais? Use isso por enquanto."
Karina ficou chocada com o que ela disse: "Você... você vai nos abandonar?"
Celina abriu a bolsa, tirou uma pulseira de jade e a entregou para ela.
Karina deu uma olhada, mas não pegou.
"Tão antiquada, não dá nem pra usar na rua."
"Não é pra você. Pegue e venda. Compre um apartamento decente pro vovô morar."
Celina pensou um pouco e acrescentou: "Não precisa ser grande, mas tem que ser confortável para um idoso."
Karina pegou a pulseira e olhou com atenção. O material era bom, dava para comprar um apartamento em um condomínio de classe média, mas se quisesse um apartamento grande... teria que fazer um financiamento.
"Isso é suficiente? Todo o dinheiro do cotidiano vai pro hospital. Se o vovô voltar pra casa, como vamos sobreviver?"
No fundo, ela ainda queria tirar mais proveito de Celina.
No entanto, Celina conhecia perfeitamente o valor da pulseira.
"Depois de comprar o apartamento, ainda vai sobrar dinheiro. O tratamento do vovô precisa de recursos, então economize. Você não tem financiamento de casa, nem de carro, também não sustenta filhos. Uma família comum vive bem com alguns milhares por mês. Depois, vou te dar cinquenta mil reais como ajuda. Vai ser mais do que suficiente."
Karina: "..."
Cinquenta mil?
Uma ida ao salão de beleza e esse dinheiro acaba. Como isso seria suficiente?
"Se achar pouco, vá trabalhar e complemente."
Celina não se importou com a expressão dela e saiu andando.
Duas horas depois, sua silhueta apareceu no Parque de Ciência e Tecnologia DK.
Depois de perguntar aos seguranças, finalmente avistou a placa da "Pederneira Verde".
No saguão, havia papéis espalhados por toda parte, e os poucos que ainda trabalhavam tinham rostos carregados de preocupação.


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