Jackson se lembrou de quando a abraçou, e ela, mesmo confusa pela febre, murmurava seu nome de forma indistinta.
Se ela não o amasse, não teria chamado seu nome daquela maneira, mesmo estando delirando de febre.
Pensando nisso, ele sentiu-se mais confiante.
"Porque, no coração dela, há um lugar para mim."
Geraldo sentiu-se abalado pelas palavras dele e rangeu os dentes.
"Procure outra pessoa para cuidar daquela mulher. Eu não volto mais para Porto Alegre. Se você ainda tiver um pouco de consciência, preocupe-se com sua esposa. Ela pegou um resfriado grave, não será tão fácil para vocês terem filhos novamente."
Ele deixou essas palavras no ar e saiu sem olhar para trás.
Jackson franziu a testa profundamente.
"Diretor Tavares..."
João, que havia passado a noite toda trabalhando, chegou às pressas.
"Srta. Tavares... ela voltou, está agora mesmo na porta do hospital."
O olhar de Jackson ficou gelado e ele permaneceu em silêncio.
João enxugou o suor da testa.
"O corpo encontrado no rio tinha o tipo sanguíneo diferente, então não era ela. Antes, nós focamos na investigação das saídas locais de Porto Alegre, mas a Srta. Tavares pegou carona para outra cidade e voltou ao país. Só descobrimos quando o avião estava quase pousando, então a trouxemos direto do aeroporto."
"Se acontecer outra negligência como essa, você pode esquecer o cargo de assistente e ir trabalhar na olaria."
Jackson largou João ali e foi direto para a porta do hospital.
Nesse momento, a alvorada já tingia o céu de vermelho.
Alice estava parada nos degraus do hospital.
Uma camisa de linho e algodão cor-de-rosa estava casualmente enfiada por dentro de uma calça pantalona branca, realçando sua delicadeza e fragilidade.


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