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Espelhos Quebrados Não se Reconstroem romance Capítulo 211

— Dona Serra, o que a senhora acha? Eu uso minha aliança todos os dias. Onde você escondeu nossos anéis?

Laura Rocha tentou se justificar, exausta:

— Nós combinamos de não contar para ninguém ainda, então eu não usei…

No final, sua voz foi sumindo, tão baixa que até ela mesma achou pouco convincente.

O marido, um verdadeiro presidente de empresa, usava o anel todos os dias, e ela ficava se escondendo.

Parecia realmente injustificável…

Sentiu um leve beliscão no dedo, seguido de uma voz baixa ao seu ouvido:

— Só vou perdoar essa vez. Se acontecer de novo, não espere que eu seja tão gentil!

...

Gustavo Rocha andava se sentindo nas nuvens ultimamente, orgulhoso da filha! Ele mesmo não sabia que sorte tinha dado para ela se casar com Samuel Serra!

No auge do seu contentamento, recebeu uma ligação do genro.

— Olha só, Samuel, precisa de alguma coisa com seu tio Gustavo?

Aquele mesmo homem que sempre foi inatingível entre os seus pares, agora era seu genro.

Gustavo Rocha sorria de orelha a orelha.

Mas a voz fria de Samuel Serra do outro lado da linha caiu como um balde de água fria.

— Presidente Rocha, o senhor está sabendo do que sua filha fez para minha esposa?

Gustavo Rocha ficou surpreso.

— Você está falando da Viviane…?

— O senhor é um homem inteligente, Presidente Rocha. Não gosto de ver minha esposa sendo maltratada. Desta vez vou relevar por consideração ao senhor. Na próxima, não vou ser tão compreensivo.

— Presidente Rocha, às vezes é preciso saber diferenciar o que realmente importa.

Gustavo Rocha não esperava que Samuel Serra continuasse tão impassível, mesmo agora sendo seu genro.

Nem sequer lhe deu um pingo de consideração!

Sem saída, Gustavo só concordou:

— Claro, claro, Diretor Serra, o senhor tem razão. Vou dar uma lição nela, pode deixar! Fique tranquilo, no futuro tudo da minha empresa será da Laura, ela é minha preferida!

Do outro lado, Samuel Serra sorriu de canto de boca e desligou.

Naquela noite, Gustavo Rocha foi até o apartamento.

Viviane nunca tinha passado por tanta humilhação.

— Injusto? — Gustavo Rocha respirava fundo. — Então tenta você conseguir um marido tão bom, vamos ver!

— Viviane, essa é a última vez que aviso: se repetir, não conte mais comigo como seu pai!

Gustavo largou o guarda-chuva e saiu batendo a porta.

Viviane, em prantos, se jogou nos braços de Sara Nascimento.

— Mãe, por que o pai ficou assim?

Sara sentia dor pela filha e ódio pelo homem frio.

— Não tenha medo, Viviane, a mamãe vai te proteger.

— Mãe, será que papai vai mesmo me rejeitar? — chorou Viviane.

O olhar de Sara ficou gélido:

— Não vai. Ele não tem coragem!

Afinal, ela tinha segredos dele nas mãos!

— Viviane, por enquanto não vá atrás dela. O resto, deixa comigo.

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