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Espelhos Quebrados Não se Reconstroem romance Capítulo 435

Hoje faz três meses. Cem dias completos.

Samuel Serra já não conseguia mais se controlar.

Beijando, seus lábios não conseguiam parar.

— Amor, você passou perfume hoje?

Laura Rocha, dominada pela fraqueza dos beijos, piscou os olhos encantadores, confusa.

— Ah, não. — murmurou, com os lábios entreabertos e a respiração acelerada. — Não passei perfume.

— Que cheiro bom... — Samuel observou o rosto cada vez mais corado da mulher, encostou os lábios nos dela e, com a voz rouca, cheia de desejo, murmurou:

— Deve ser o cheiro do leite... deixa eu provar.

— Que bobagem... — Laura fechou os olhos, sem coragem de encará-lo.

Os dois bebês agora só tomavam fórmula. Como poderia ter cheiro de leite?

Mas Samuel não se importou, passou a língua, saboreando.

— Não acredita? Prova você então.

Sem esperar resposta, voltou a beijá-la.

Quando Laura já não conseguia sustentar o próprio corpo e começou a deslizar lentamente, Samuel a envolveu com os braços fortes, levantando-a.

Mas os lábios...

Não queriam se separar.

— Os bebês... onde estão os bebês?

O tom de Samuel, carregado de desejo, tingiu-se de um leve rubor.

— A babá está cuidando deles.

— Então não se distraia, meu amor.

Todos os gemidos foram devorados, entre controle e entrega.

A noite estava no auge.

...

-

Como esperado, Laura Rocha só acordou na tarde do dia seguinte.

De repente, lembrou: será que Samuel tinha usado proteção ontem à noite?

O homem, vestindo roupas confortáveis, entrou no quarto, sentou-se na beira da cama e beijou seus olhos.

— Acordou?

— Uhum. Ontem à noite... você usou? Não posso esquecer, senão vou ter que comprar remédio.

Laura não queria, de jeito nenhum, um terceiro filho.

Samuel respondeu tranquilamente:

— Não precisa usar. Não vamos ter mais filhos. Dois já é o suficiente, meu amor.

Laura ficou atordoada.

— Como assim?

Samuel sorriu de leve.

— Literalmente. Agora, só vamos ter filhos se você quiser.

— Você fez vasectomia? — Laura exclamou, surpresa.

O homem assentiu devagar.

— Sim. Fique tranquila, amor, o médico garantiu que isso não afeta minha capacidade.

Ele arqueou a sobrancelha, soprando de leve no ouvido dela.

— Ontem à noite, você mesma comprovou, não foi?

Laura sentiu o rosto queimar, deu um soco leve no ombro dele.

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