Hoje faz três meses. Cem dias completos.
Samuel Serra já não conseguia mais se controlar.
Beijando, seus lábios não conseguiam parar.
— Amor, você passou perfume hoje?
Laura Rocha, dominada pela fraqueza dos beijos, piscou os olhos encantadores, confusa.
— Ah, não. — murmurou, com os lábios entreabertos e a respiração acelerada. — Não passei perfume.
— Que cheiro bom... — Samuel observou o rosto cada vez mais corado da mulher, encostou os lábios nos dela e, com a voz rouca, cheia de desejo, murmurou:
— Deve ser o cheiro do leite... deixa eu provar.
— Que bobagem... — Laura fechou os olhos, sem coragem de encará-lo.
Os dois bebês agora só tomavam fórmula. Como poderia ter cheiro de leite?
Mas Samuel não se importou, passou a língua, saboreando.
— Não acredita? Prova você então.
Sem esperar resposta, voltou a beijá-la.
Quando Laura já não conseguia sustentar o próprio corpo e começou a deslizar lentamente, Samuel a envolveu com os braços fortes, levantando-a.
Mas os lábios...
Não queriam se separar.
— Os bebês... onde estão os bebês?
O tom de Samuel, carregado de desejo, tingiu-se de um leve rubor.
— A babá está cuidando deles.
— Então não se distraia, meu amor.
Todos os gemidos foram devorados, entre controle e entrega.
A noite estava no auge.
...
-
Como esperado, Laura Rocha só acordou na tarde do dia seguinte.
De repente, lembrou: será que Samuel tinha usado proteção ontem à noite?
O homem, vestindo roupas confortáveis, entrou no quarto, sentou-se na beira da cama e beijou seus olhos.
— Acordou?
— Uhum. Ontem à noite... você usou? Não posso esquecer, senão vou ter que comprar remédio.
Laura não queria, de jeito nenhum, um terceiro filho.
Samuel respondeu tranquilamente:
— Não precisa usar. Não vamos ter mais filhos. Dois já é o suficiente, meu amor.
Laura ficou atordoada.
— Como assim?
Samuel sorriu de leve.
— Literalmente. Agora, só vamos ter filhos se você quiser.
— Você fez vasectomia? — Laura exclamou, surpresa.
O homem assentiu devagar.
— Sim. Fique tranquila, amor, o médico garantiu que isso não afeta minha capacidade.
Ele arqueou a sobrancelha, soprando de leve no ouvido dela.
— Ontem à noite, você mesma comprovou, não foi?
Laura sentiu o rosto queimar, deu um soco leve no ombro dele.
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