Que pena que aqueles sussurros suaves não seriam mais ouvidos por ninguém.
–
Sara Nascimento foi chamada para sair da cela; disseram que alguém vinha visitá-la.
Como ela queria que fosse sua filha... Mas sabia que isso era impossível.
Luara Ribeiro, pensativa, se perguntava quem teria vindo visitar a tia Sara — afinal, nem a filha estava mais viva.
Meia hora depois, Sara Nascimento voltou.
— Senhora, e aí? Quem veio te ver? — perguntou Luara.
Sara balançou a cabeça, resignada:
— Meu irmão mais velho.
Luara, em silêncio, pensou: “O que será que ele disse? Falou sobre a Viviane?”
Se a família Nascimento fosse realmente inocente, jamais se entregariam assim.
No fim das contas, a morte de Viviane Rocha tinha sido causada por eles.
— Não falou nada. — O rosto de Sara oscilava entre sombra e luz, os olhos fugidios.
–
Wagner Pedrosa foi ao hospital visitar.
Sentia-se culpado, temendo que Samuel Serra acabasse envolvido por sua causa.
— Laura, está tudo bem? Me desculpe, foi nossa falta não termos feito uma verificação mais rigorosa na contratação. Você acabou sofrendo por isso.
Wagner também havia sido indicado por um amigo, jamais imaginou chegar a tal situação.
Laura Rocha sorriu de leve:
— Não se preocupe, Diretor Pedrosa. Não foi culpa sua.
Mesmo assim, Wagner lançava olhares furtivos para Samuel Serra, que permanecia com expressão fechada, mal conseguindo respirar fundo.
Laura percebeu os olhares do diretor para Samuel e logo entendeu.
Piscou discretamente para o marido:
— Aceite um pouco de fruta, Diretor Pedrosa.
Samuel Serra assentiu, levantando-se para descascar uma banana e oferecer ao outro.
Wagner, surpreso, agradeceu:
— Obrigado, Diretor Serra, eu mesmo poderia pegar.
Depois que Wagner saiu, Samuel Serra bufou, meio divertido, meio irritado.
Laura não se conteve e riu:
— Não seja tão ciumento assim.


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