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Espelhos Quebrados Não se Reconstroem romance Capítulo 210

Francisco Pereira ajeitou a gravata, visivelmente irritado:

— Onde está o nosso grande senhor Samuel? Não disse que viria em dez minutos pra me salvar?

Josué Rodrigues soltou um sorriso frio, quase debochado.

O nosso grande senhor Samuel quase foi traído, ainda vai te salvar?

— Estou te perguntando, Josué Rodrigues. Esse seu sorriso quer dizer o quê?

Josué Rodrigues revirou os olhos.

— Vai perguntar pra ele, não pra mim.

— De qualquer forma, o nosso grande senhor Samuel saiu apressado.

Deixa esse azar pro Francisco mesmo!

— Chega, já perdi tempo demais nessa noite. Estou indo. Boa sorte aí com sua primeira experiência de encontro arranjado!

Francisco Pereira ficou olhando para as costas de Josué Rodrigues, calado, e acabou pegando o celular.

— Tu... tu... — O telefone tocou apenas uma vez e já caiu na caixa postal.

Droga! Ele desligou na minha cara!

-

Samuel Serra não tinha tempo algum para atender o telefone.

Jogou o celular no banco de trás do carro e, sem hesitar, inclinou-se sobre Laura Rocha.

Seus lábios, um pouco secos e frios, começaram a roçar lentamente os dela.

No começo, Laura Rocha tentou resistir, mas a intensidade da respiração dele a fez, involuntariamente, entreabrir os lábios fechados.

Esse gesto sutil fez os olhos de Samuel Serra ficarem ainda mais vermelhos, e ele a beijou com mais intensidade.

Quando o celular vibrou na bolsa de Laura Rocha, ela tentou, por reflexo, empurrá-lo para longe.

Mas, no segundo seguinte, a mão quente dele segurou seu queixo, obrigando-a a suportar aquele beijo intenso.

O telefone continuava vibrando, insistente, enquanto a temperatura dentro do carro só aumentava.

Quando o beijo finalmente terminou, Samuel Serra relutou em se afastar.

Seus olhos estavam vermelhos de desejo.

— Atende.

Os lábios de Laura Rocha estavam entreabertos, ela ofegava suavemente, as bochechas coradas. Baixando o olhar, viu que era o chefe ligando.

Ela se recompôs e atendeu.

— Alô, chefe.

— Oi, Laura, já chegou em casa?

Laura Rocha ficou um pouco sem jeito, as bochechas ainda mais vermelhas.

Desligando, Samuel Serra não resistiu e voltou a beijá-la.

Recobrando a consciência, Laura Rocha o empurrou com força.

— Samuel Serra, chega!

Samuel arqueou as sobrancelhas, a voz rouca.

— O que foi?

— E ainda fica assim, depois do que fez?

Laura Rocha explicou:

— Hoje foi um encontro armado pelo chefe, eu nem sabia. Ele já tinha contado pra eles sobre o meu término, então nem tive como explicar direito.

— Aquele Mário, o promotor, eu nunca tinha visto antes, nem sabia que estaria lá.

— E mais? — Samuel Serra brincava com os dedos delicados dela. — Só isso?

Laura Rocha franziu o cenho, pensando. Acho que era só isso mesmo?

De repente, Samuel Serra apertou a mão dela, a voz ficou mais grave.

— E o anel?

Laura Rocha ficou paralisada, sem entender.

— Que anel?

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