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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 204

“Mulheres apaixonadas incomodam. Mas mulheres escolhidas por homens poderosos despertam crueldades muito piores.”

O verdadeiro problema de virar manchete nunca foi a exposição.

Foi descobrir quantas pessoas já estavam esperando silenciosamente pela oportunidade perfeita para te destruir.

Dayse tentou se preparar emocionalmente durante o caminho inteiro de volta para a Fitzgerald Corporation, repetindo para si mesma várias vezes que conseguiria lidar com aquilo com maturidade suficiente para atravessar o resto do expediente sem demonstrar fraqueza.

No fundo, ainda existia uma parte desesperadamente otimista dentro dela que acreditava que talvez a matéria não tivesse alcançado tantas pessoas quanto parecia ou que, no mínimo, os funcionários do jurídico teriam bom senso suficiente para fingirem normalidade quando ela aparecesse.

Mas no instante em que as portas do elevador se abriram diretamente no andar do departamento jurídico, ela percebeu imediatamente o tamanho real do estrago que Stephanie Seymour tinha acabado de causar.

O ambiente inteiro mudou.

E a pior parte nem foi o silêncio. Foi perceber que ele aconteceu rápido demais.

Conversas morreram no meio das frases. Pessoas desviaram os olhos depressa. Outras continuaram encarando sem sequer tentarem esconder a curiosidade cruel estampada no rosto.

Os passos de Dayse desaceleraram minimamente enquanto os olhos percorriam o departamento inteiro e encontravam, uma após outra, várias telas abertas exatamente na mesma matéria. Na mesma manchete humilhante.

“Relacionamento real ou golpe social?”

O estômago dela afundou imediatamente.

Marina percebeu primeiro a mudança na expressão da amiga enquanto segurava discretamente o braço dela numa tentativa silenciosa de impedir que Dayse absorvesse aquilo tudo ao mesmo tempo.

— Não olha. — murmurou baixo, apertando minimamente o braço dela. — Sério. Só continua andando.

Mas já era tarde demais. Porque Dayse ouviu.

— Eu falei desde o começo que isso parecia estranho demais…

A voz feminina surgiu baixa do outro lado do departamento, carregada daquele tom venenoso que mulheres inseguras costumavam usar quando finalmente encontravam alguém para atacar coletivamente.

Outra mulher soltou uma risada curta enquanto cruzava os braços.

— Ah, por favor… Edward Fitzgerald nunca olharia para uma mulher como ela sem existir algum interesse por trás.

Clara parou de andar imediatamente.

E Marina percebeu exatamente o instante em que a paciência dela acabou.

Porque os olhos das duas escureceram ao mesmo tempo.

— Repete. — Marina falou calmamente enquanto virava lentamente o rosto na direção delas.

O departamento inteiro mergulhou num silêncio ainda mais pesado.

Uma das mulheres ergueu minimamente as sobrancelhas tentando sustentar uma arrogância que começou a vacilar no instante em que percebeu que agora tinha atenção demais sobre ela.

— Eu só disse que acho engraçado como uma funcionária praticamente anônima virou noiva do CEO bilionário da empresa da noite pro dia.

Clara soltou uma risada completamente indignada enquanto levava a mão até o peito teatralmente.

— Meu Deus, isso aqui realmente virou uma reunião oficial de mulheres frustradas?

— Clara… — Dayse murmurou baixo tentando impedir o desastre iminente.

Mas aquilo apenas piorou.

Porque Clara olhou imediatamente para ela como se tivesse acabado de ouvir a coisa mais absurda do mundo.

— Não, Dayse. Não vem com “Clara”. Eu estou há cinco segundos de subir em cima de alguém nesse departamento.

Marina cruzou lentamente os braços enquanto mantinha os olhos presos na mulher.

— O problema de vocês nunca foi a matéria. O problema é que o presidente escolheu olhar para ela e nenhuma de vocês consegue aceitar isso.

A outra mulher soltou uma risada debochada.

— Ou talvez ela só tenha aprendido muito rápido como subir socialmente usando o homem certo.

Aquilo bateu em Dayse como um tapa.

Ela sentiu imediatamente o rosto perder um pouco da cor enquanto os dedos apertavam lentamente a própria bolsa numa tentativa inútil de manter algum controle emocional.

Porque aquele era exatamente o problema: não era apenas a matéria ou as acusações cruéis espalhadas pela internet, mas perceber quantas pessoas pareciam genuinamente satisfeitas vendo ela ser diminuída daquela maneira. Como se estivessem esperando uma oportunidade para transformá-la na vilã desde o começo.

— Nossa, vocês são patéticas. — Clara rebateu imediatamente enquanto balançava a cabeça devagar. — Honestamente? Isso aqui está me dando vergonha alheia.

— Estamos apenas comentando uma notícia pública. — Outra mulher respondeu friamente.

— Não. — Marina interrompeu na mesma hora. — Vocês estão usando uma matéria sensacionalista para humilhar outra mulher porque são incapazes de admitir que estão com inveja.

O clima ficou ainda mais pesado.

Algumas pessoas começaram discretamente a fingir trabalho na tentativa desconfortável de não se envolverem diretamente naquela situação, enquanto outras observavam absolutamente tudo com interesse quase mórbido.

Dayse respirou fundo tentando desesperadamente manter a postura enquanto caminhava lentamente até a própria mesa, mas bastou apoiar a bolsa sobre a cadeira para perceber que os dedos já tremiam discretamente.

E aquilo só piorou quando ouviu outra voz surgir atrás dela.

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