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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 217

“Algumas pessoas entram na nossa vida de maneira silenciosa, mas acabam transformando qualquer lugar no único lugar onde finalmente conseguimos descansar.”

O caminho de volta até o bangalô aconteceu em silêncio enquanto Dayse permanecia aconchegada nos braços de Edward durante todo o percurso pela passarela iluminada sobre o mar das Maldivas, sentindo o braço masculino firmemente envolvido ao redor da sua cintura como se ele simplesmente não tivesse vontade alguma de soltá-la nem mesmo por alguns segundos.

O vento morno da madrugada atravessava os cabelos dela enquanto o som distante das ondas preenchia o silêncio ao redor dos dois, mas Dayse mal conseguia prestar atenção em qualquer coisa porque ainda permanecia levemente afetada pelo vinho, pelo clima da noite e principalmente pela sensação tranquila que Edward despertava nela sem sequer perceber.

E aquilo continuava assustando.

Porque fazia muito tempo desde a última vez que ela se sentiu daquele jeito perto de alguém.

Edward abriu com calma a porta do bangalô enquanto Dayse soltava uma respiração baixa ao entrar novamente no quarto iluminado apenas pelas luzes suaves espalhadas pelo ambiente e pelo reflexo prateado da lua atravessando as enormes paredes de vidro cercadas pelo mar escuro.

O som das ondas batendo contra a estrutura construída sobre a água preenchia o ambiente enquanto a brisa morna movimentava lentamente as cortinas claras próximas à varanda aberta para o oceano.

Dayse observou o quarto durante alguns segundos silenciosos. Mas perdeu completamente a capacidade de continuar pensando no instante em que sentiu os braços fortes de Edward envolvendo lentamente sua cintura por trás outra vez.

O corpo masculino encostou no dela enquanto os lábios quentes se demoravam lentamente sobre seu ombro descoberto num beijo calmo, íntimo e carinhoso demais para um homem que diante do resto do mundo sempre parecia tão controlado e distante.

Dayse fechou os olhos e soltou uma respiração baixa dos seus lábios quando sentiu os dedos masculinos acariciando sua cintura por cima do tecido leve do vestido.

Edward não parecia ter pressa alguma naquela noite. E talvez fosse exatamente aquilo que fazia tudo parecer ainda mais intenso.

Não existia urgência nos movimentos dele, nem desejo excessivo, nem aquela necessidade desesperada de consumir o momento rapidamente antes que ele desaparecesse, porque tudo o que Edward parecia interessado em oferecer naquela noite era cuidado.

Os lábios masculinos subiram devagar pela curva do pescoço dela enquanto a mão dele encontrava seus dedos antes de entrelaçá-los mais uma vez como se aquele gesto já tivesse se tornado automático entre os dois.

Dayse inclinou discretamente a cabeça para trás apoiando-se mais contra ele enquanto sentia o coração bater forte dentro do peito.

Edward permaneceu observando ela através do reflexo do vidro durante alguns segundos, e o jeito como os olhos masculinos percorriam cada detalhe da expressão dela fazia Dayse sentir o estômago contrair levemente porque existia alguma coisa intensa naquele olhar.

Alguma coisa que já começava lentamente a ultrapassar desejo.

A mão dele subiu devagar até o rosto dela antes que Edward a virasse para seus braços a beijando com cuidado, como se quisesse aproveitar cada expressão dela.

Dayse segurou a camisa masculina entre os dedos enquanto correspondia ao beijo sentindo o corpo inteiro aquecer no instante em que Edward aprofundou o contato, conduzindo ela daquela maneira firme e carinhosa que desmontava suas defesas com facilidade.

Os lábios masculinos desceram lentamente pelo maxilar dela até alcançarem novamente seu pescoço enquanto os dedos dele encontravam calmamente o zíper do vestido feminino.

E então Edward parou.

Não porque hesitasse, mas porque parecia querer olhar para ela antes.

Os olhos dos dois se encontraram no silêncio parcialmente iluminado pela lua enquanto os dedos masculinos permaneciam presos ao zíper do vestido dela.

Dayse prendeu involuntariamente a própria respiração enquanto sustentava o olhar masculino por alguns segundos. Existia alguma coisa profundamente íntima na maneira como Edward a observava, no cuidado silencioso presente em cada movimento dele e principalmente na forma como parecia esperar por ela o tempo inteiro sem precisar perguntar absolutamente nada.

Dayse sustentou o olhar masculino durante alguns segundos antes de assentir quase imperceptivelmente.

E só então Edward puxou lentamente o zíper do vestido dela.

O tecido deslizou devagar pelo corpo feminino enquanto os olhos masculinos percorriam cada centímetro de pele revelado sem pressa alguma, como se estivesse absorvendo silenciosamente a visão dela diante da luz suave espalhada pelo quarto.

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