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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 203

“O problema de homens como Edward Fitzgerald nunca foi o amor… foi a forma como eles reagiam quando alguém machucava a mulher que escolheram proteger.”

O maior erro de certas pessoas nunca foi espalhar mentiras, foi esquecer que homens perigosos raramente perdoam quando alguém transforma a mulher que eles amam em alvo.

Augustus Fitzgerald continuou encarando o neto em absoluto silêncio durante vários segundos depois da resposta dele, mantendo os olhos presos em Edward com a mesma atenção fria, experiente e analítica de um homem que passou décadas inteiras observando empresários destruírem impérios, famílias e a si mesmos por orgulho, ambição ou fraqueza emocional.

Mas aquilo diante dele era diferente.

Porque Edward Fitzgerald jamais teve o hábito de se preocupar genuinamente com alguém além da própria empresa, do sobrenome que carregava ou da imagem impecavelmente controlada que construiu durante anos dentro do mercado financeiro americano.

E mesmo assim, desde o instante em que aquela matéria apareceu na tela do tablet, Augustus percebeu exatamente qual tinha sido a primeira reação do neto.

Não foi irritação pela exposição pública, nem preocupação com investidores.

Muito menos medo das consequências financeiras.

Foi Dayse.

Os olhos azuis dele tinham escurecido imediatamente quando o nome dela apareceu estampado naquela matéria sensacionalista, e a mandíbula masculina endureceu de uma forma lenta e silenciosa que Augustus conhecia bem demais para ignorar.

Edward não estava reagindo como CEO.

Estava reagindo como homem.

E talvez aquilo tenha sido exatamente o que mais chamou a atenção do patriarca.

Porque o neto passou anos inteiros aprendendo a esconder emoções antes mesmo de demonstrá-las, transformando autocontrole em armadura e frieza em mecanismo de sobrevivência, mas naquela manhã o avô conseguiu enxergar com clareza alguma coisa que o neto provavelmente ainda tentava negar para si mesmo.

Ele estava protegendo Dayse antes até de pensar em proteger a si próprio.

O velho apoiou lentamente as duas mãos sobre a bengala elegante enquanto continuava observando o neto em silêncio, e Adrian percebeu primeiro a pequena mudança surgindo na expressão dele.

O olhar menos duro e quase satisfeito.

Edward também percebeu.

Os olhos azuis finalmente se ergueram lentamente em direção ao avô enquanto uma pequena tensão surgia no maxilar masculino.

— O que foi? — perguntou com a voz baixa, controlada e fria demais para parecer casual.

Augustus sustentou o olhar do neto durante mais alguns segundos antes de responder calmamente:

— Nada. — murmurou. — Só estava tentando lembrar qual foi a última vez que vi você mais preocupado em proteger alguém do que proteger a própria empresa.

O silêncio que caiu sobre a sala naquele instante pareceu pesado demais até para Adrian.

Porque aquilo era verdade.

Edward Fitzgerald sempre protegeu o império, a empresa e o sobrenome.

Mas daquela vez a primeira reação dele foi proteger Dayse Whitmore.

Ele permaneceu imóvel, mas Adrian viu a pequena contração atravessando lentamente a mandíbula masculina no instante em que ouviu aquilo, e Augustus percebeu também o jeito como os dedos do neto apertaram minimamente o tablet apoiado sobre a mesa de vidro escuro.

O velho desviou os olhos novamente para a matéria aberta na tela.

A foto do beijo.

As insinuações sobre o contrato.

O nome de Dayse sendo usado daquela maneira oportunista e cruel para alimentar rumores corporativos.

O semblante de Augustus endureceu imediatamente outra vez.

— Espero que você resolva essa situação o mais rápido possível.

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