“Todo homem apaixonado acha que está sendo discreto… até os amigos começarem a rir dele.”
Dayse deu um pulo imediato para trás.
Edward fechou os olhos devagar enquanto passava a mão pelo próprio maxilar claramente tentando recuperar o restante da dignidade que Clara tinha acabado de destruir.
Mas Clara parecia feliz demais para sentir culpa.
Ela entrou no jatinho usando um conjunto creme extremamente elegante composto por uma saia curta estruturada, blazer ajustado na cintura e uma blusa de seda clara parcialmente aberta no colo, enquanto os cabelos ruivos balançavam atrás dela junto dos enormes óculos escuros apoiados no topo da cabeça.
Ela entrou praticamente irradiando caos social.
— Marina! — Clara apontou dramaticamente para os dois. — O clima aqui dentro estava ABSURDAMENTE sexual!
Marina entrou logo atrás quase tropeçando de vergonha antes mesmo de olhar para Dayse.
— Clara, pelo amor de Deus, fala baixo…
Ela usava um vestido azul delicado que marcava suavemente a cintura, os cabelos estavam soltos e ela carregava no rosto uma expressão tímida demais para alguém que claramente já queria desaparecer daquela situação.
— Eu avisei que você devia bater antes de entrar.
— Ah, por favor. — Clara abanou a mão dramaticamente. — Se eu tivesse esperado mais cinco minutos, provavelmente encontraria os dois sem roupa em cima dos bancos do jatinho.
— CLARA! — Dayse praticamente arregalou os olhos.
Adrian entrou atrás delas carregando as malas enquanto tentava inutilmente segurar a própria risada.
Mas falhou miseravelmente porque ele estava vermelho.
Edward observou o amigo durante alguns segundos antes de arquear lentamente uma sobrancelha.
— Você está corando, Adrian?
— Eu não estou corando.
— Está sim. — Clara respondeu imediatamente. — O meu namorado perde completamente a estabilidade emocional sempre que presencia tensão sexual milionária.
— Clara, por favor…
— Amor, você parece um adolescente vendo uma série proibida escondido dos pais.
Marina começou a rir imediatamente.
Dayse levou as duas mãos até o rosto enquanto gargalhava completamente sem controle.
E aquilo piorou quando Adrian encarou Edward claramente constrangido.
— Eu odeio todos vocês.
— Não odeia não. — Clara respondeu enquanto beijava a bochecha dele. — Você está emocionado porque finalmente viu seu amigo agindo como ser humano apaixonado.
Edward soltou uma risada nasal baixa enquanto balançava a cabeça negativamente. E aquilo sozinho já foi suficiente para fazer Dayse sentir o coração apertar outra vez.
Porque ele estava leve. Leve de um jeito que raramente ficava perto de outras pessoas.
Dayse rapidamente aproveitou a distração geral para se afastar de Edward enquanto ajeitava discretamente o vestido e tentava recuperar algum resquício de dignidade depois da maneira absurdamente intensa como ele tinha acabado de beijá-la na frente de praticamente todo mundo.
Mas a tentativa de fuga durou pouco.
Porque Clara imediatamente segurou os braços dela antes mesmo que ela conseguisse escapar para o outro lado do jatinho, encarando a amiga com os olhos arregalados num nível de empolgação emocional que já começava a preocupar Marina.
— Mulher…que beijo foi esse? Eu quase perdi a compostura vendo aquilo.
— Clara! — Dayse arregalou os olhos imediatamente enquanto tentava inutilmente puxar o próprio braço de volta.
— Não, deixa eu terminar porque eu ainda não me recuperei emocionalmente da cena que acabei de presenciar. — Clara levou a mão até o peito dramaticamente antes de apontar diretamente para Edward. — Que química, meu Deus, deu até calor.
Marina começou a rir imediatamente enquanto abaixava a cabeça tentando esconder a vergonha.
— Clara, pelo amor de Deus, fala baixo…
— Eu ESTOU falando baixo! — ela rebateu indignada antes de voltar a encarar Dayse. — Amiga, se eu não tivesse interrompido, tenho certeza de que iríamos presenciar um porno nível hard ao vivo.
Dayse levou as duas mãos até o rosto completamente vermelha.
— Você é impossível.
— E você estava quase arrancando a camisa dele dentro do jatinho.
— CLARA!
Adrian abaixou imediatamente a cabeça enquanto segurava a própria risada e passava a mão pela nuca daquele jeito claramente constrangido.

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