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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 205

“Existem humilhações que machucam. E existem homens capazes de destruir qualquer pessoa que provoque a mulher que eles amam.”

O verdadeiro problema de fazer Dayse Whitmore chorar nunca foi a crueldade da matéria.

Foi esquecer que Edward Fitzgerald jamais perdoava alguém que machucasse aquilo que ele considerava dele.

O departamento jurídico inteiro mergulhou num silêncio quase sufocante no instante em que as portas do elevador se abriram lentamente e o presidente atravessou o andar usando o terno escuro impecavelmente ajustado ao corpo, carregando nos ombros aquela presença absurdamente dominante que sempre parecia alterar completamente a atmosfera do ambiente antes mesmo dele dizer uma única palavra.

Mas daquela vez existia alguma coisa diferente nele.

O olhar estava mais frio, e sua postura estava rígida e perigosamente pessoal.

Os passos masculinos ecoaram lentamente pelo departamento enquanto os olhos azuis percorriam o ambiente inteiro com uma calma fria e controlada que costumava deixar claro, para qualquer pessoa que conhecesse Edward Fitzgerald minimamente bem, que ele já tinha parado de apenas sentir irritação e começado a pensar nas consequências daquela situação.

E aquilo sozinho já foi suficiente para fazer vários funcionários baixarem imediatamente os olhos para os próprios computadores, tentando desesperadamente parecer ocupados demais para terem passado a última hora inteira comentando a vida da noiva do presidente da empresa.

Mas Edward percebeu o silêncio excessivo, os rostos tensos, a maneira desconfortável como algumas pessoas evitavam encará-lo diretamente.

E principalmente percebeu Dayse.

Os olhos dele encontraram os dela em poucos segundos.

E foi exatamente naquele instante que alguma coisa endureceu lentamente dentro dele.

Porque Dayse tentava sustentar a postura, tentava parecer bem e fingir normalidade. Mas Edward Fitzgerald conhecia micro expressões humanas bem demais para não perceber imediatamente os pequenos detalhes que entregavam tudo aquilo que ela estava tentando esconder desesperadamente.

O brilho úmido ainda preso nos olhos, a respiração curta demais, o jeito como os dedos femininos apertavam lentamente a própria bolsa numa tentativa silenciosa de controlar o tremor, a tensão discreta no maxilar.

E principalmente o esforço absurdo que ela fazia para não desabar na frente de todo mundo.

O maxilar masculino endureceu lentamente.

Clara percebeu primeiro e Marina logo depois.

Porque as duas conheciam o tipo de homem que Edward Fitzgerald se tornava quando alguém ultrapassava um limite relacionado à Dayse.

Ele continuou caminhando devagar até parar exatamente diante dela, perto o suficiente para que Dayse sentisse imediatamente a presença dele invadindo todo o espaço ao redor, enquanto os olhos azuis permaneciam presos no rosto feminino observando em silêncio cada detalhe que ela ainda tentava esconder desesperadamente dos outros.

Então a voz masculina finalmente cortou o silêncio do departamento.

— Quem foi?

O jurídico inteiro congelou imediatamente.

A pergunta saiu calma demais.

Mas ninguém ali foi ingênuo o suficiente para não entender o que realmente existia por trás dela.

Dayse piscou devagar tentando recuperar minimamente a respiração.

— Edward… não precisa…

Mas ele a interrompeu sem sequer desviar os olhos dela.

— Eu perguntei quem comentou sobre você.

O silêncio ficou ainda mais pesado.

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