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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 202

“O amor de homens como Edward Fitzgerald continua sendo uma ameaça… principalmente quando alguém tenta transformá-lo em espetáculo.”

O verdadeiro problema de homens como Edward Fitzgerald nunca foi o dinheiro, o poder ou a influência absurda que carregavam nos ombros. É quando alguém confunde o silêncio deles com fraqueza.

E naquela manhã, sentado na cabeceira da enorme mesa de vidro escuro enquanto uma reunião milionária acontecia no último andar da Fitzgerald Corporation, Edward parecia exatamente o tipo de homem que ninguém minimamente inteligente deveria provocar.

A sala permanecia parcialmente escura apesar da luz fria de Manhattan atravessar as enormes paredes de vidro atrás dele, iluminando discretamente o ambiente sofisticado tomado por executivos tensos, gráficos financeiros projetados nas telas e relatórios espalhados sobre a mesa enquanto acionistas discutiam projeções bilionárias relacionadas à nova aquisição internacional do grupo Fitzgerald.

Edward permanecia sentado, imóvel. Impecavelmente alinhado dentro do terno escuro perfeitamente ajustado ao corpo.

Os olhos azuis percorriam lentamente os relatórios diante dele enquanto os dedos masculinos giravam uma caneta de metal entre os dedos num movimento lento e silencioso que Adrian conhecia bem demais para ignorar.

Porque aquilo significava que Edward estava calculando, analisando, dominando mentalmente a sala inteira antes mesmo de tomar qualquer decisão.

— Se conseguirmos fechar a operação antes da abertura asiática, evitamos uma perda estimada em quase nove por cento no próximo trimestre… — um dos acionistas explicava cuidadosamente enquanto apontava para os números na tela principal.

Mas Edward sequer piscava.

O maxilar masculino permanecia discretamente tensionado daquele jeito frio e arrogante que sempre fazia homens mais velhos e experientes perderem a linha de raciocínio no meio das apresentações.

Porque existia alguma coisa profundamente desconfortável no presidente.

Não era apenas o poder.

Era o jeito como ele parecia controlar absolutamente tudo ao redor sem precisar elevar a voz uma única vez.

A porta da sala se abriu abruptamente e o som interrompeu imediatamente a reunião, fazendo o acionista parar de falar no mesmo instante. Edward ergueu os olhos devagar e encontrou Augustus Fitzgerald parado na entrada.

O patriarca da família raramente aparecia daquele jeito na empresa. Muito menos interrompia reuniões daquela importância.

Mas o que realmente fez o clima da sala mudar foi o semblante dele.

Porque Augustus Fitzgerald parecia irritado.

A mandíbula permanecia rígida, os olhos claros carregavam uma tensão que fez vários executivos trocarem olhares desconfortáveis. Numa das mãos, o velho segurava um tablet com força demais e Adrian percebeu primeiro.

Percebeu pela maneira como Augustus ignorou completamente a presença dos acionistas antes de fixar os olhos diretamente no neto.

O ar da sala ficou mais pesado, mais frio e mais perigoso.

Edward continuou sentado, mas Adrian conhecia o amigo o suficiente para perceber a pequena contração que surgiu lentamente na mandíbula masculina.

— Vovô… — Edward murmurou com a voz baixa e perfeitamente controlada. — Aconteceu alguma coisa?

Augustus não respondeu imediatamente.

Os olhos dele permaneceram presos no neto por mais alguns segundos antes de finalmente dizer:

— Preciso falar com você agora.

O tom foi seco, direto e sem espaço para discussão.

Um dos homens limpou discretamente a garganta antes de murmurar:

— Talvez devêssemos continuar essa reunião em outro momento…

Edward nem olhou para ele, mas respondeu mesmo assim.

— Saiam.

Os acionistas começaram a recolher os próprios documentos quase no mesmo instante enquanto evitavam olhar diretamente para o CEO.

O silêncio dentro da sala se tornou ainda mais pesado conforme um por um deixavam o ambiente.

A porta se fechou lentamente atrás do último homem e restaram apenas Edward, Adrian e Augustus.

Adrian imediatamente começou a se levantar da cadeira.

— Eu vou sair para…

— Não. — Augustus interrompeu sem sequer olhar para ele. — Você fica.

O velho começou lentamente a caminhar até a cabeceira da mesa enquanto o som elegante da bengala ecoava pelo ambiente silencioso num ritmo calmo demais para combinar com a irritação evidente estampada no rosto dele.

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