“O amor começa silenciosamente. O problema é que, em algum momento, o mundo inteiro passa a perceber.”
Dayse permaneceu parada no mesmo lugar durante alguns segundos depois que as portas do elevador se fecharam.
Ainda conseguia sentir o gosto do beijo de Edward na própria boca e o calor da mão masculina preso na cintura dela.
O problema era que o corpo inteiro parecia incapaz de esquecer aquilo tão rápido.
A respiração dela ainda permanecia levemente irregular. As bochechas ainda estavam coradas e o pior de tudo era perceber que o coração continuava acelerado daquele jeito absurdamente intenso apenas pelo o que ele tinha acabado de fazer.
O departamento jurídico inteiro permanecia em silêncio.
Não um silêncio desconfortável.
Mas aquele tipo de silêncio incrédulo e quase caótico que acontece quando dezenas de pessoas acabaram de testemunhar uma coisa completamente inesperada.
Mas o silêncio durou pouco.
— O QUE FOI ISSO?! — Clara atravessou o departamento rapidamente antes mesmo de conseguir esconder a própria reação.
Dayse arregalou os olhos imediatamente.
— Clara!
— NÃO! — Clara interrompeu dramaticamente enquanto segurava os braços da amiga com força e a sacudia levemente. — Amiga, depois de uma declaração escancarada dessas você espera realmente que eu mantenha estabilidade emocional?
Marina imediatamente levou a mão até a testa tentando inutilmente esconder a risada.
— Clara, pelo amor de Deus, fala baixo…
— EU NÃO CONSIGO FALAR BAIXO NUM MOMENTO DESSES! — rebateu completamente surtada enquanto apontava para o elevador fechado. — Marina, o nosso chefe, o homem mais arrogante e controlador de Manhattan, finalmente se rendeu a nossa amiga e você quer que eu me controle? Ah amiga é difícil. Eu juro que por um segundo achei que vocês iam começar a se pegar ali mesmo encostados na sua mesa!
Dayse arregalou os olhos no mesmo instante.
— Clara!
— O quê? — ela rebateu sem demonstrar o menor arrependimento. — Amiga, até eu fiquei com calor vendo aquele beijo, imagina você! O homem te beijou como se tivesse esquecido completamente que existia uma empresa inteira em volta, se bem que ele é dono de tudo isso, então não importa mesmo.
Marina já ria abertamente naquele ponto.
— Ela não está totalmente errada…
— E espera até eu contar isso pro Adrian. — Clara continuou empolgadíssima. — Ele vai ficar emocionado quando descobrir que finalmente o melhor amigo dele enfiou toda aquela arrogância e aquele controle obsessivo no lixo e se entregou nesse relacionamento. Já estava na hora.
Dayse sentiu o rosto inteiro queimar imediatamente. Mas acabou rindo.
Uma risada leve, espontânea e completamente verdadeira escapou dos lábios dela antes mesmo que percebesse, ela estava feliz.
Clara arregalou os olhos ainda mais ao perceber o sorriso da amiga.
— Meu Deus… olha a cara dela! — apontou dramaticamente para Dayse enquanto começava a quicar parada no lugar. — Marina, ela tá sorrindo igual protagonista de romance apaixonada!
Marina soltou uma risada baixa enquanto cruzava os braços observando as duas. Mas os olhos dela suavizaram imediatamente quando voltaram para Dayse.
Clara apertou os braços da amiga outra vez completamente elétrica.
— Anda logo! Me conta tudo! Porque pela reação dele, você com toda certeza deve ter dado aquele chá de bo….
Dayse arregalou os olhos e corou enquanto Marina interrompeu a amiga imediatamente.
— Clara, pelo amor de Deus, fala baixo!
Ela revirou os olhos bufando alto.
— Tudo bem, tudo bem, não precisa dizer mais nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe