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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 79

Capítulo 79 – Só não mata.

Atlas Wilson

— Uma surra? — o homem me perguntou.

— Exato! Lenta e dolorosa. Que ele implore, sofra…

— Atlas… — Samantha me chamou, mas a ignorei.

— Que aprenda a nunca mais colocar a minha mulher em perigo.

— Você é meio sádico, “noivo” — ele disse e eu sorri.

— Não imagina o quanto.

— Considere feito, assim que o dinheiro estiver na minha conta.

— Ele estará, mas quero garantias.

— De que tipo?

— Primeiro, quero provas de que José foi solto. Depois da surra, claro. — sorri e Samantha me fuzilou. — Segundo, esquece o número da minha mulher, o nome dela, de preferência até a sua existência.

— Essa última é meio difícil. — ele disse me provocando.

— Acho bom você torná-la fácil, tenho a impressão que você gosta de viver.

— Justo, após tudo resolvido o número dela será deletado.

— Sábia escolha. — eu disse com firmeza. — Terceira e última, se emprestar dinheiro ao José novamente, pode matá-lo.

— ATLAS!!! — Samantha gritou em desespero, mas continuei dando meu recado.

— Porque você não receberá mais um centavo meu, e muito menos da minha mulher. Temos um acordo? — perguntei e ele se calou por um instante.

— Sim.

— Ótimo. Em algumas horas seu dinheiro estará na conta, mas lembre-se, se descumprir nosso acordo, tenho meus meios de achá-lo.

— Não se preocupe, estamos de acordo.

E sem dizer mais nem uma única palavra, desliguei. Joguei o celular de Samantha na cama, passei as mãos no rosto e ela parou bem na minha frente.

— Atlas, porque fez isso?

— Isso o que? Tirar esse maldito da sua cola?

— Não, mandar bater no José, mandar matá-lo se tiver problemas de novo?

— Não mandei matá-lo, foi só um acordo. Seu irmão não se envolve em problemas, se mantém vivo. Simples assim. — respondi, irritado.

— E a surra? Era necessário?

— Sim. — respondi sem hesitar e sentei na minha cama.

Samantha me acompanhou com os olhos e me olhou incrédula.

— Não pode estar falando sério?

— Samantha, você sabe o risco que correu se eu não tivesse intervindo?

— Eu sei, e te agradeço por isso, e vou pagar cada centavo.

Foi minha vez de olhá-la incrédulo.

— Não quero seu dinheiro, minha recompensa é saber que está bem, segura, e longe das merdas do José.

Ficamos nos encarando por alguns segundos, até que vi seu rosto perder a cor e as pernas dela darem uma leve vacilada, levantei num pulo.

— Amor?! — a chamei e ela se agarrou a mim.

— Acho que a pressão caiu novamente. — ela me informou e dei um beijo no topo de sua cabeça.

— Georgina está preparando um café da manhã, vamos deitar e esperar, ok.

Ela envolveu os braços em minha cintura.

— Me desculpa, por te arrastar para essa confusão. Mas José é tudo que eu tenho… — suas palavras mexeram comigo, me afastei dela o suficiente para olhar em seus olhos.

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