Capítulo 68 – Se isso é o céu…
Jenny Cullen
A voz dele parecia ainda estar ecoando em minha mente: “Eu te amo”.
Sonhei, desejei, esperei tanto por esse momento e agora que ele veio…
Não sei o que fazer.
— Jenny… — ele me chamou. Pisquei algumas vezes para me ancorar de volta ao presente, a ele, e ao que ele havia acabado de me dizer.
— Oi… — murmurei.
— Amor, você ouviu o que eu disse? — ele me perguntou, e um sorriso escapou dos meus lábios.
— Amor… — repeti a palavra que ele disse.
— Sim, agora que sabe que te amo… acho que posso te chamar assim.
Coloquei a mão no rosto dele, e dessa vez fui eu quem chorei. Mas não eram lágrimas de tristeza ou medo. Eram lágrimas de alegria e carregadas de muito, mas muito amor.
— Também te amo. Sempre te amei. E sempre vou te amar…
Eu disse a ele com a voz embargada. Declan desceu os lábios até os meus, e me beijou. Era suave, era nosso, mas o principal é que era carregado de amor.
— Eu te amo. Sempre te amei. E sempre vou te amar… — ele repetiu minhas palavras como uma promessa.
Envolvi meus braços por seu pescoço, e o puxei para mais um beijo. Ele começou lento, mas dessa vez, eu ditei um novo ritmo. Nada ousado como foi no carro, mas queria que ele sentisse que a partir de hoje nada seria como antes, as coisas mudariam, mas seria para melhor.
Comecei a empurrá-lo até minha cama. Eu nunca tive isso, um namorado ou momentos íntimos com um homem. Mas Declan era para sempre, e com ele, eu queria tudo.
— Pequena, o que está fazendo? — ele me perguntou com a boca ainda grudada na minha.
— Eu quero você, amor, quero que seja com você. — Declan parou no meio do caminho, e colocou uma mão em meu rosto.
— Amor, não precisamos fazer isso hoje. — ele acariciava minha bochecha com o polegar. — Quero que sua primeira vez seja especial, não assim, no impulso depois de uma merda que eu fiz.
— Eu te amo. — eu disse assim, direto e simples.
— Também te amo, mas… — Declan começou a falar, mas eu o ignorei. Comecei a desabotoar os botões de sua camisa, um a um, com cuidado e paciência e sem desviar os olhos dos dele.
— Eu te quis desde o dia que te conheci, e esperei seis anos para te ter. — falei.
Ele colou a testa na minha, fechou os olhos e respirou fundo.
— Pequena, preciso que tenha certeza de que é isso que quer. Porque depois que eu começar, porra, vai ser impossível para mim parar.
Eu tinha terminado de desabotoar sua camisa, com cuidado levei minhas mãos até seus ombros, e a empurrei, fazendo o tecido escorrer por seus braços e cair no chão.
Meu namorado era a perfeição em pessoa, seus músculos definidos combinando com suas tatuagens.
— Você é lindo… — sussurrei.
— E sou seu. — ele respondeu. Levantei minha cabeça para encará-lo.
— E meu… dá para acreditar nisso? — perguntei sem acreditar que aquilo era real, e Declan riu.
Ele me beijou de novo, e respondeu entre nossas bocas.
— Ah, pequena, pode acreditar. — Declan intensificou o beijo, e sem aviso envolveu o braço em minha cintura e me levantou como se eu não pesasse nada. Caminhou comigo até a minha cama, sem desgrudar a boca da minha.
Ele parou na beirada e me deitou nela como se eu fosse feita de cristal.
Declan se deitou ao meu lado, apoiando o cotovelo no colchão enquanto com a outra mão acariciava minha bochecha.
— Você é a coisa mais linda que eu já vi. — ele sussurrou. Senti meu corpo todo arrepiar.
— Fala mais… — pedi, como se suas palavras fossem meu alimento.
Ele riu baixinho e beijou a ponta do meu nariz.
— Você é minha pequena tagarela, e gostosa pra caralho…
— Tagarela sim, gostosa já tá exagerando, amor. — pisquei para ele, rindo sem jeito.
O olhar dele escureceu, e por um momento me esqueci como respirar, os olhos dele estavam carregados de um brilho diferente. Parecia…desejo.
Declan começou a descer seus beijos do meu rosto para o pescoço. E senti meu corpo estremecer, eu queria ele, queria isso, mas no fundo… eu estava com medo.
— Tá tudo bem? — ele me perguntou com a ternura de sempre.
— Estou com medo… — confessei.
— Amor, não precisamos. Sério, eu… — não o deixei terminar, coloquei a mão em seu rosto e encostei meus lábios nos dele.
— Eu quero… — sussurrei ainda o encarando e ele me beijou.
— Então lembra, hoje é sobre você. — ele murmurou entre um beijo e outro. — Sobre te mostrar o quanto pode sentir. O quanto seu corpo pode te entregar.
Minha respiração já estava entrecortada só com os toques delicados dos seus lábios.
Suas mãos começaram a explorar meu corpo por cima da roupa. Primeiro, minha cintura. Depois, a lateral dos seios. Ele não tinha pressa. Parecia estudar cada reação minha. E eu… bem, eu estava em combustão.

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