Capítulo 66 – Jurei nunca deixar
Declan Reed
O movimento na Paradise está fora do normal, um dos nossos afiliados, o Justin, estava fazendo a cerimônia da sua slave. O que significa que temos muitos Doms desavisados por aqui. Não gostei muito de deixar minha mulher sozinha, a Jenny é o tipo de presa que atiça o pior nos caçadores… e hoje temos muitos deles por aqui.
As meninas estavam ocupadas, Blake ainda conversava com Lawson sobre o maldito do ex-marido da Ju no escritório, e Atlas tinha acabado de voltar da nossa mesa onde Jenny estava me esperando.
Foi aí que eu vi, um homem que nunca tinha visto por aqui antes. Ele caminhava sentido à mesa onde minha pequena estava, ela nem ao menos notava ele se aproximando. Seus olhos verdes estavam perdidos nos acontecimentos do salão.
Pulei para fora do balcão, chamando a atenção do Caio.
— Reed?! — mas nem perdi meu tempo em responder. Atravessei o salão feito um furacão, e Dominic viu quando passei por ele. Pude sentir sua presença atrás de mim. Cheguei na mesa no momento exato em que o cretino disse à minha mulher.
— Alguém já te disse o quanto você é linda?
— Eu digo a ela todos os dias. — Respondi por ela, a fúria estampada em cada sílaba.
— Oi, amor… — minha pequena me disse, mas meus olhos estavam presos no homem na minha frente. Jenny não tinha noção de como o jeito dela era pólen para zangão.
— Oi, querida. — tentei manter o tom suave, mas não desviei o olhar do cretino.
— Ela disse que não tem um Dom, e eu estou em busca de uma sub. — Ele me disse com um sorriso encostando suas costas no banco, e tocando de leve o braço dele no dela. Eu queria esfregar a cara do cretino no chão, só pela ousadia de tocar no que é meu.
— Eu não tenho, Declan é meu… — Jenny começou a responder, mas eu quem concluí.
— Noivo. — Senti os olhos dela em mim. Nem eu mesmo sabia porque tinha dito isso, a palavra “namorado” já teria resolvido o problema.
Ele levantou a mão em rendição, e ouvi a voz do Dom atrás de mim.
— Acho que você está perdido, te ajudo a encontrar o caminho. — O homem olhou para ele, depois para mim e então olhou para ela. Estendeu a mão, ela hesitou por um momento e buscou respostas em meus olhos.
— Peço desculpas. — o sorriso dele era sedutor para ela, e o tom provocativo pra mim.
Jenny, como sempre, a simpatia em pessoa. Pegou na mão dele.
— Tá tudo bem, senhor? — ela fez uma pausa.
— Gayer. — ele respondeu.
— Gayer, tá tudo bem, não tinha como você saber. — ele segurou a mão dela tempo demais.
— Acho que está na hora de você ir… — fiz uma pausa. — Gayer. — disse seu nome com desdém.
— Claro. — ele deu um beijo na mão dela, e a soltou.
— Boa sorte, senhor Gayer, na sua busca por uma sub. — Ela falou com um sorriso que cativaria até o Dom mais rabugento que existe. Porra, Jenny, assim você me fode, pequena.
E como eu imaginei, ela o cativou.
— Acho que a sorte já me encontrou, querida. — E essa foi a gota, eu avancei e Dominic me segurou.
— É muita ousadia você vir no meu clube e dar em cima da minha mulher.
Ele levantava as mãos em um sinal de "não foi minha intenção".
— Foi um elogio. — me disse com falsa inocência.
— Declan… — Jenny me chamou, colocando a mão no meu braço.
— Me solta, Dom. — ele me soltou sem que eu pedisse duas vezes. Segurei a mão de Jenny e a puxei.
— Vamos. — eu disse ríspido.
— Vamos? Como assim? — ela perguntou confusa, e comecei a arrastá-la pelo salão. Antes de chegar na porta, trombei com Lawson e Blake.
— O que aconteceu? — Noah perguntou.
— Tô indo embora, antes que seja preso por tentativa de homicídio de novo.
— Declan! — Jenny chamou minha atenção. Passei a mão pelo meu cabelo na tentativa de me acalmar.
— Quer me explicar? — Noah insistiu.
— Agora não, cara, eu realmente preciso ir embora. Dá uma força pro Caio, as meninas estão perdidas no salão.
Noah me conhecia bem demais, e sabia que nesse momento o melhor era me deixar ir. Ele só me deu um aceno para que eu seguisse, e foi o que fiz. Eu ainda puxava Jenny, que agora não parecia mais confusa e sim irritada.
— Declan, quer que eu resolva? — Wolf me perguntou, ele deve ter visto a cena pelas câmeras.
— Não, Wolf, tá tudo certo. — respondi, Jenny deu um sorriso para ele e sussurrou um “tchau” e fomos para meu carro.
Entramos calados, me ajeitei no volante, ela prendeu o cinto e ficou encarando o nada pela janela.
— Jenny. — a chamei.
— Hum… — me respondeu sem nem ao menos me olhar.
— Olha pra mim. — meu tom saiu autoritário, um tom que nunca uso com ela. Assim que nossos olhos se encontraram eu não disse nada, pelo contrário eu fiz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar