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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 52

Capítulo 52 – Ah… a vingança.

Juliet Pierce

Assim que abri a porta, ali estava ele, Noah Blake, meu namorado. Ele estava lindo em um dos seus blazers pretos, a camisa com os dois primeiros botões abertos. Seus olhos verdes me encaravam, mas no instante que reparou na minha roupa.

— Pretende ir assim? — me perguntou irritado.

— Algum problema com a minha roupa, senhor Blake? — rebati sua pergunta, arqueando uma das sobrancelhas. Jen saiu logo atrás de mim e fechou a porta.

— Reed já está nos esperando. — ela avisou.

Peguei na mão da minha amiga e fomos caminhando juntas para o elevador, a porta se abriu e entramos. Noah parou do meu lado, envolveu o braço em minha cintura, depois deu um beijo em meu ombro.

Eu queria rir do seu jeito, no fundo eu sabia que ele estava tentando, mas ainda era péssimo com essa coisa de comunicação e relacionamentos. Saímos do elevador, Declan nos aguardava, ele deu os braços para Jenny que aceitou sem questionar.

— Vocês estão lindas, meninas. — Ele disse com um sorriso. Atlas e Declan me confundiam com essas coisas de Dom, eles eram sempre tão educados, simpáticos, e até mesmo na maioria das vezes encantadores. Atitudes que eu, para ser sincera, não vejo nos Doms das minhas pesquisas do g****e.

O carro já nos aguardava e Noah não me soltou nem mesmo depois que entramos no carro. O braço permanecia ao meu redor, e a mão na minha. Não dirigi a palavra para ele em nenhum momento, sei que é uma atitude meio imatura, mas tem horas que é exatamente o que ele merece.

Meus olhos sempre iam até Jenny, e mesmo em meio a essa picuinha com Noah, eu não conseguia esquecer o que ela me contou, e como deve ter sido difícil lidar com isso sozinha. Eu entendia bem disso, nunca tive para quem contar, e quando contava, ninguém acreditava ou acabavam justificando a atitude dele e me fazendo parecer errada.

Mas no final, eu venci, e hoje não estou mais sozinha.

E Jenny também não.

Chegamos no restaurante, ele era um três estrelas Michelin e só isso já nos dizia que a comida seria excelente. Assim que passamos pela porta, o concierge veio ao nosso encontro, Jen havia me passado todos os dados do almoço então tomei a frente.

— Bonjour, nous avons une réservation au nom de Noah Blake. — informei ao rapaz, que logo foi conferir sobre a reserva.

— Oui, il y a sept personnes. C'est exact ? (Sim, são sete pessoas. Correto?) — ele me perguntou, e eu concordei, e logo nos direcionou até a mesa.

O concierge nos apontou a mesa, Noah puxou a cadeira para mim, e Declan para Jen. Antes que ele se retirasse, o avisei sobre nossos convidados. E me garantiu que os traria assim que chegassem.

— Você está linda, mas preferia ter você vestida assim só pra mim.

— Desculpe desapontá-lo.

— Ainda está irritada?

— O que acha? — rebati.

— Você podia ter ficado no nosso quarto para conversarmos. — ele respondeu.

— E sobre o que teríamos conversado? Sobre como você foi desrespeitoso comigo dando ousadia para aquela garota?

— Eu não quis ser desrespeitoso, Juliet, só não quis comprometer o negócio por uma coisa boba.

— Boba, Noah? — retruquei exaltada.

Ele respirou fundo mas manteve o rosto próximo ao meu, ele tinha um braço na minha cadeira, e o outro apoiado na mesa. Declan e Jenny permaneceram conversando, e aguardando nossos convidados.

— Deixa pra lá, Noah, conversamos depois.

— Não, quero resolver isso agora. — ele me disse em um tom autoritário.

— E como pretende fazer isso?

Ele levou a mão no meu rosto, e passou o polegar em minha bochecha.

— Pedindo desculpas. — Fiquei encarando aqueles olhos verdes. Como eu odiava esse jeito dele, e como eu me odiava por ceder a ele com tanta facilidade.

— Noah, vai ser sempre assim? Você não tem noção do que machuca, do que magoa, e depois que acontece você pede desculpa como se fosse simples? — perguntei não conseguindo esconder a minha frustração.

Eu sou louca pelo Noah, eu não nego. Mas eu não quero viver outro relacionamento conturbado, ou tendo que aceitar tudo, principalmente o que me machuca.

— Não… eu prometo. — ele manteve os olhos nos meus até que o concierge apareceu chamando nossa atenção.

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