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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 51

Capítulo 51 – Castigo

Juliet Pierce

Bati na porta do quarto da Jen, e em segundos ela abriu. Mas o que eu vi apertou meu coração, Jenny estava com os olhos vermelhos de tanto chorar.

— Meu bem, o que houve? — perguntei já entrando e fechando a porta atrás de mim.

— Nada demais, eu só prendi o dedo na porta. — me respondeu, fungando.

— Jenny, por favor, pensei que fôssemos amigas. — eu disse a ela. Vi um lampejo de dor passar por seus olhos, e um desespero a tomar.

— Ju, você é, por favor… Depois do Declan, você é a única amiga que tenho. — segurei sua mão e comecei a puxá-la até a cama para nos sentarmos.

— Então me diz, isso tudo é pelo Cyrus, né? — Ela arregalou os olhos e por um momento achei que seus olhos verdes fossem saltar do rosto.

— Como sabe? Você falou com a Amanda? — uma fúria me tomou, então o que suspeitei era real.

— Ninguém me disse, eu vi seu jeito e até comentei com o Noah. — Jenny levantou num pulo, e começou a caminhar de um lado para o outro.

— Ju, não, o senhor Blake vai falar com o Cyrus, e ele vai negar, e eu vou perder meu emprego e eu não quero isso, eu preciso desse emprego, e eu gosto do meu emprego, gosto do Declan, ele é meu amigo, mas ninguém vai acreditar em mim, e… e… — Jen falava sem parar entre as lágrimas e os soluços. Me levantei e fui até ela a puxando para um abraço.

— Meu bem, respira, por favor. — Comecei a falar para acalmá-la. — Noah sabe bem quem é o Cyrus, e ele mesmo me disse que Declan acabaria com a raça do cretino se mexesse com você.

— Não, Ju, eles precisam deste contrato. Isso é importante demais pra eles. — Jen me disse, ainda agarrada a mim. Me separei dela só o suficiente para encará-la, Jen tinha vinte e sete anos, mas no fundo, ela era uma menina.

— Jen, nenhum contrato é mais importante que sua segurança, e sei que Noah e Declan pensam dessa maneira.

— Mas não houve nada… — ela murmurou e eu a puxei de volta para a cama.

— Me diz então, que eu decido se não foi nada. — falei séria, ela suspirou em derrota e me contou.

— Declan não confia certas coisas a ninguém, e como Noah estava sem assistente ele me pediu para trabalhar uma semana com Cyrus e Amanda. Trabalhamos na empresa mesmo, só nós três, e passávamos o dia inteiro lá dentro. — As lágrimas dela começaram a escorrer novamente.

— Amanda precisou se afastar por dois dias, e eram os dois últimos do trabalho. Cyrus sempre fez piadinhas, aquele flerte ridículo e sem noção, mas eu sempre deixei passar. — Notei as mãos dela começarem a tremer. — No último dia, ele me perguntou se eu tinha namorado e eu disse que não, Cyrus começou com as cantadas baratas de sempre, mas ignorei seus flertes e recusei seu convite para jantar e foi aí que ele me atacou.

Fechei a mão em punho sobre meu colo, e tentei manter meu rosto neutro, mas uma fúria tomou conta de mim, eu sei bem qual é o sentimento em se tornar a presa frágil de um cretino predador.

— Eu lutei, mas ele era mais forte, me beijou à força, apertou meus seios, subiu a mão por baixo da minha saia. Eu implorei a ele para parar, mas ele parecia um louco, eu supliquei a ele dizendo que nunca havia estado com um homem e não queria que fosse daquela maneira.

A voz da Jenny embargou, e ela fez uma pausa, senti as lágrimas em meu rosto, eu já não conseguia mais segurar.

— Mas o fato de eu ser virgem só o atiçou mais, só que aí a porta abriu com tudo, e era Amanda. Ela tirou ele de cima de mim, e disse a ele que se o visse perto de mim novamente que ele ia se arrepender. — Os olhos dela encontraram os meus. — Eu não sei qual a verdadeira relação deles, mas sei que foi ela quem me salvou.

Passei a mão no rosto dela e sequei suas lágrimas.

— Sabe que não posso guardar isso pra mim. — eu disse a ela suavemente.

— Ju, por favor, Declan é importante demais pra mim. E tenho medo de qual seja a reação dele. — Olhei bem nos olhos dela antes de perguntar.

— Me diz, Jen, seu medo é dele lutar para te defender e se prejudicar, ou por outro motivo?

Ela desviou os olhos dos meus.

— Depois que meu pai morreu, e minha madrasta me abandonou, Declan foi a única pessoa que me acolheu, me deu um emprego, me ajudou a encontrar um lugar melhor para morar, que cuidou de mim.

— Então seu medo é prejudicá-lo? — perguntei e ela negou com a cabeça mas ainda não me olhava nos olhos.

— Tenho medo de ele se afastar de mim, achar que o contrato é mais importante do que eu, e eu… acabar voltando a ser sozinha. — Coloquei a mão em seu queixo, obrigando-a a me olhar, sequei mais uma vez suas lágrimas.

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