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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 323

Capítulo 323 – O Próximo Passo

José Alves

Já fazia exatamente um mês que eu tinha saído daquele inferno com cheiro de éter e desinfetante. Ficar duas semanas de molho em uma cama de hospital, ligado a monitores e engolindo remédios, quase me deixou maluco. Mas a Athena prometeu que cuidaria de mim e, porra... ela estava cumprindo cada sílaba daquela promessa. Ela mal me deixava sair do quarto, me mimando e me prendendo na nossa bolha particular.

Mas hoje o isolamento tinha uma pausa obrigatória. Ela e a Sammy queriam ir ao shopping comprar as últimas coisas que faltavam para a chegada do Eros, o meu sobrinho que já estava quase na área. E, claro, as duas decidiram que eu e o Atlas seríamos os carregadores oficiais de sacolas do dia.

A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina. Eu já estava acordado, deitado de lado, apenas observando a mulher da minha vida dormir. Athena respirava suavemente, o rosto enfiado no meu travesseiro. De repente, ela suspirou e se mexeu, virando o corpo na minha direção. O tecido fino de seda da camisola dela escorregou, subindo perigosamente pelas coxas e parando na altura do quadril.

Involuntariamente, ela se encolheu buscando calor e esfregou a perna nua contra a minha coxa, o quadril dela roçando exatamente onde não devia. Ou melhor, onde devia.

Fechei os olhos, soltando um rosnado baixo, sentindo meu corpo reagir no mesmo milésimo de segundo. Eu sou homem, estava apaixonado até os ossos e a Athena era fogo puro. Não precisava de muito para me atiçar, e ela roçando em mim daquele jeito era covardia.

Passei a mão pesada pela coxa exposta dela, subindo devagar, sentindo a pele quente arrepiar sob o meu toque. Inclinei meu rosto e comecei a distribuir beijos úmidos pelo pescoço dela, mordendo de leve a pele sensível logo abaixo da orelha.

Athena ofegou, acordando num sobressalto, mas o corpo dela derreteu contra o meu quase instantaneamente.

– Bom dia... – Ela sussurrou, a voz rouca de sono, abrindo aqueles olhos escuros que me deixavam louco.

– Bom dia, princesa. – Sussurrei de volta, deslizando a mão por baixo da camisola, apertando a cintura dela antes de descer para apertar sua bunda com vontade. – Você se mexe demais dormindo, sabia? Tá procurando problema logo cedo.

Ela abriu um sorriso preguiçoso e malicioso. Em vez de recuar, Athena jogou a perna por cima do meu quadril, se esfregando em mim de propósito dessa vez, sentindo exatamente o estrago que já tinha causado.

– E se eu estiver? – Ela provocou, os dedos ágeis dela subindo pelo meu peito nu, arranhando levemente a minha pele. – Vai fazer o que a respeito, Hermanito?

A paciência zerou. Em um movimento rápido, inverti as posições, prendendo o corpo dela debaixo do meu contra o colchão.

– Vou te mostrar o que eu faço. – Rosnei contra a boca dela, tomando os lábios dela em um beijo possessivo e faminto.

Athena correspondeu com a mesma urgência, puxando o meu cabelo, as unhas cravando nas minhas costas. Nossa química era absurda, visceral. Não tinha delicadeza, era pura paixão acumulada. Puxei a camisola dela para cima, arrancando o tecido pela cabeça e jogando no chão do quarto. Ela arfou quando minha boca desceu pelo corpo dela, marcando a pele, arrancando gemidos que ela tentava abafar mordendo o lábio inferior. Quando finalmente nos juntamos, o mundo lá fora sumiu. O quarto pegou fogo, e nós só paramos quando estávamos completamente exaustos, suados e com os corações batendo no mesmo ritmo acelerado.

Depois daquele começo de dia, tomamos um banho rápido e seguimos para tomar café da manhã.

A vida tinha mudado de uma forma bizarra e maravilhosa. Depois que eu saí do hospital, o Atlas bateu o pé. O engomadinho simplesmente não permitiu que eu voltasse para o Brooklyn. Ele me convidou, ou melhor, me obrigou a morar aqui com eles. E eu aceitei.

Outra coisa que mudou a minha vida foi o Juan. O meu pai. O coroa fez questão de devolver o milhão de dólares que ele tinha pegado do Atlas na época em que mentimos para a Sammy. Mas o Atlas, com aquela marra de ricaço, mandou o Rivera deixar para lá. Então, o Juan pegou aquela grana toda e colocou na minha mão. Falou que era o recomeço do hijo dele.

E hoje, no shopping, eu ia usar uma pequena parte daquele recomeço. Eu precisava de uma oportunidade para me separar das meninas e conversar sério com o Atlas. Eu ia pedir a ajuda do engomadinho para escolher a porra de um anel. Eu queria pedir a Athena em casamento.

O café aconteceu na mesma dinâmica de sempre. Sentei na mesa, peguei uma maçã e já comecei a provocar o Atlas sobre a cara de sono e o estresse matinal dele. Ele fechou a cara, resmungando e perdendo a paciência rápido, como de costume.

– Deixa o meu irmão em paz, Atlas! – Sammy interveio imediatamente, me passando as panquecas.

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