Capítulo 24 – Esperando por isso
Noah Blake
Eu estava determinado a me acertar com a Juliet, não quero fugir disso, e nem permitir que ela fuja. Nosso momento no carro foi diferente de tudo que já tive, a realidade é que tudo que tive com essa mulher até agora foge de qualquer coisa que eu tenha vivido, ou imaginado viver um dia.
E por esse motivo, decidi ser sincero, sobre seu mundo, sobre como tudo isso é novo para mim. Mas principalmente, ser sincero no quanto eu a quero. Só que a Ju também gosta da sinceridade, e eu curto isso, então ela decidiu ser sincera comigo.
Eu nunca fui ciumento, nunca nem mesmo provei esse sentimento. Ou nunca tinha provado até ela aparecer. Mas preciso confessar que o dia de hoje não está sendo fácil, primeiro foi ver como ela se deu bem com Atlas, e como ela o encanta, e agora, isso!
— Repete o que disse.
Ela suspirou antes de falar novamente, só que ouvir dessa vez foi pior do que da primeira.
— Depois que me deixou em casa, Chris e eu conversamos e ele acabou me beijando. — Ela fez uma pausa. — Nós nos beijamos, não posso mentir… eu retribuí.
Encostei a cabeça no banco, fechei os olhos e respirei fundo. Comecei a contar mentalmente até dez para ver se isso me ajudaria a me acalmar.
— Noah… — A voz dela chamou minha atenção.
— Você o beijou, depois de ter acabado de me beijar? — Perguntei, abrindo os olhos e a encarando.
— Nosso momento não tinha sido planejado, assim como o meu com ele. Só aconteceu!
Ela me respondeu, saindo do meu colo, e por alguns segundos, achei melhor assim. Eu estava com raiva, o tal do sentimento “ciúmes” me corroendo, e a vontade de estrangular o Lawson crescendo em uma proporção surreal.
— Olha, Noah… — Ela começou. — Eu sei que nesse momento para você eu devo ser a pior pessoa, e posso te garantir que no fundo também me sinto horrível.
— Não é essa a questão. — Eu disse.
— Então qual é? — ela perguntou, e me virei para encará-la e me perdi naqueles olhos azuis.
— A questão é a porra do ciúmes que estou sentindo, de pensar que outro te tocou, te beijou e saber que isso pode voltar a acontecer. — Passei a mão no cabelo, irritado. — E se acontecer, não posso fazer nada porque não temos um contrato, não temos nada firmado e isso me tira do sério.
— Contrato? — Ela me perguntou confusa.
— Sim, contrato. Um onde fica claro que ninguém te toca sem ser eu, que seus beijos, seu corpo, até a porra desse sorriso maravilhoso são meus. — Acabei falando mais duro do que pretendia.
— Você quer uma namorada, ou uma propriedade? — Perguntou irritada.
— Eu não namoro, Ju, sabe disso. Acabei de te falar que nunca tive nada dessas coisas.

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