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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 203

Capítulo 203 — Velhos hábitos

José Alves

Eu tô tentando. Depois de tudo que fiz minha irmã sofrer, eu prometi a ela que mudaria e estou me esforçando para isso. Mas no instante que vi o cretino do Vinnie tão próximo da minha princesa, e ainda desfilando seu veneno e suas indiretas, eu ceguei.

Convenci Athena com um certo custo a ir embora. Nossa amizade está fluindo e não quero afastá-la, de jeito nenhum. Mas eu jamais me perdoaria se alguma coisa da minha merda de vida respingasse nela. A coloquei no carro e fiquei parado olhando ela partir.

Assim que ela sumiu das minhas vistas, peguei o celular e liguei para o único cara que não deveria.

— Fala, hermanito. — Snake disse com deboche. — A que devo a honra dessa ligação? Pensei que estivéssemos de relações cortadas.

— E estamos. — o cortei. — Mas parece que Vinnie não sabe disso.

— Como assim? Vinnie? Você viu o cretino?

— Sim. Nova York, perto do Central Park. O maldito me abordou enquanto eu estava com a minha garota.

Athena não era minha garota, mas era bom que eles pensassem que sim. Ela se torna um alvo, mas um alvo mais fácil ela seria se soubessem que ela não era "de ninguém".

— Mulher é? Não sabia disso.

— Sim. Por acaso ela é a cunhada da minha irmã. Ou seja, irmã do Wilson. Acho que não preciso te dizer mais nada.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos. Snake quem descobriu o passado do Atlas através do tal do Drácula. Eu não conheço o cretino, nunca o vi, mas no Brooklyn ele já tem feito seu nome.

Só que lá, alguém já tem nome feito, e esse é Christopher Lawson, junto de Dominic Costello. Snake, assim como o Tropeço de South, já se bandearam pro lado dos dois. Mesmo com as ameaças do Drácula, os dois mudaram para o lado de Chris e Dom.

Porque na selva, sobrevive o mais forte, e nessa guerra eles sabem bem que aliado escolher.

— Pelas minhas fontes ela era namorada do Lawson certinho.

— Era. — rebati. — Disse certo, ele foi embora para a Espanha e agora nós dois estamos juntos.

— Certo, certo… Mas eu não vejo Vinnie há alguns dias. O cretino me deve mercadoria. Já que está atrás dele, você poderia cobrar em meu nome, hã? Assim lavava a alma e deixava claro para ele não mexer com a sua garota, o que acha?

Ponderei suas palavras. Dar um susto no Vinnie era o que eu mais queria. Já prestar serviço para o Snake de novo… isso não. Mas se tinha alguém que poderia me livrar de qualquer coisa que viesse depois, seria ele.

— Combinado. Descobre onde ele está, que eu cobro sua dívida.

Desliguei, chamei um táxi e logo recebi a localização do Vinnie. Passei o endereço para o motorista. Quando olhei para o celular, vi uma mensagem da Athena.

“Não esquece… tô por aqui.”

Sorri para a mensagem. Ela enviou já tinha alguns minutos e eu queria responder. Juro que queria. Mas não o fiz. Não agora, não quando eu estava prestes a dar uma surra no vagabundo que ousou olhar para ela.

O táxi me deixou a duas quadras do beco indicado. O cheiro de lixo e urina era familiar. Era o cheiro da minha antiga vida.

Caminhei na sombra, avistei Vinnie encostado numa caçamba, fumando e rindo sozinho. Provavelmente tinha acabado de gastar o dinheiro que roubou de alguém.

Não perdi tempo com conversas.

Avancei rápido e acertei um soco na mandíbula dele antes que ele pudesse soltar a fumaça. Vinnie cambaleou e caiu no chão sujo.

— Isso é por abrir a boca suja perto dela. — rosnei, chutando as costelas dele.

Vinnie grunhiu, tentando se levantar, mas eu não dei espaço. Soquei o rosto dele de novo, sentindo a pele dos meus nós dos dedos rasgar. A raiva de vê-lo olhando para a Athena como se ela fosse um pedaço de carne impulsionava cada golpe.

— Ei! Larga ele!

A voz veio de trás.

Me virei a tempo de ver dois caras saindo das sombras do fundo do beco. Comparsas. Ótimo.

O primeiro veio para cima de mim com um soco desajeitado. Desviei fácil, usei o impulso dele e acertei uma cotovelada no nariz. Ouvi o estalo. Ele caiu gritando, com as mãos no rosto.

Menos um.

Mas o segundo era mais esperto. Ele sacou uma faca. A lâmina brilhou fraca na luz do poste da rua.

— Vai sangrar, Rato. — o cara sibilou.

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