Entrar Via

Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 200

Capítulo 200 — O preço do passado

Athena Wilson

Nova York estava cinza naquela tarde, combinando perfeitamente com o meu humor pós-festa.

Depois da euforia do casamento do Declan e da Jenny no sábado, e o pedido de casamento do Dom à Taylor no domingo, a segunda-feira chegou como um balde de água fria. A realidade voltou.

Oliver estava na Espanha. Eu estava aqui. E o buraco no meu peito parecia não diminuir.

Saí da Saks Fifth Avenue segurando três sacolas que eu definitivamente não precisava. Tentei a velha e boa "terapia de compras" para preencher o vazio que a partida dele deixou, mas adivinhem? O buraco no meu peito não aceitava Visa Platinum.

Ter uma conta bancária recheada pela herança da mãe em uma segunda-feira à tarde tinha seus privilégios, mas também seus demônios. Todo mundo estava ocupado trabalhando, construindo algo, vivendo... e eu estava aqui, comprando sapatos para não pensar no homem que estava do outro lado do oceano.

Olhei para o celular, esperando alguma mensagem do Oliver. Vínhamos trocando uma ou outra, mas não era a mesma coisa. Hoje éramos só “amigos” e não mais namorados.

Mas não foi uma mensagem dele que piscou nas notificações.

“E aí, Princesa. Soube que tá andando cabisbaixa. Topa um café? Prometo não te assaltar. - José”

Sorri involuntariamente. Eu havia salvado o nome dele como José (O Salvador). Assim que entrei no meu carro, digitei a resposta.

“Depende. Onde você pretende me levar? Se for café de máquina do metrô, eu passo.”

A resposta veio rápida.

“Sou um homem trabalhador agora, me respeita. Tem uma cafeteria perto do Central Park que a Sammy diz que é chique. Te encontro lá em 20?”

Ponderei por um segundo. Atlas provavelmente surtaria se soubesse. Na sexta, quando fui ao encontro do José e seus amigos, ele fez questão de ir atrás de mim. E no casamento, ficou de guarda, me proibindo de ficar perto do José.

Mordi o lábio, respirei fundo…

— Atlas não manda em mim. — murmurei para mim mesma.

E, honestamente, a companhia leve do José era a única coisa que parecia me distrair da saudade do Oliver.

Meu celular piscou novamente.

“??”

Sorri antes de responder.

“Combinado.”

Avisei Bob por mensagem para onde iríamos, porque minha liberdade tinha um preço e ele se chamava "querido Bob". Ele me respondeu com um "atrás de você" e seguimos.

Vinte minutos depois, entrei na Magnolia Bakery. O cheiro de cupcakes e café gourmet era acolhedor. Avistei José sentado em uma mesa perto da janela. Ele destoava completamente do ambiente.

Enquanto a maioria dos clientes usava ternos de grife ou roupas de ginástica de marca, José usava uma jaqueta de couro desgastada, camiseta preta e coturnos. Ele olhava para o cardápio com uma expressão de confusão genuína.

Caminhei até ele.

— O Cappuccino daqui é ótimo, se você estiver em dúvida.

José levantou a cabeça e abriu aquele sorriso torto que fazia seus olhos escuros brilharem.

— Princesa. — ele se levantou, puxando a cadeira para mim. José era um cavalheiro improvável. — Eu estava tentando entender por que alguém pagaria oito dólares em água suja com leite.

— É pela experiência, José. — brinquei, sentando-me.

— Experiência de ser roubado sem arma na cabeça. — ele riu, sentando-se de volta. — Mas por você, eu pago.

Fizemos os pedidos. Eu pedi meu Latte de sempre, ele pediu um café preto. "O mais forte que tiver e sem essas frescuras de chantilly", foi o que ele disse à atendente, arrancando um olhar feio dela.

— Como você está? — ele perguntou, assim que a garçonete saiu. A brincadeira sumiu do rosto dele, dando lugar a uma preocupação sincera. — Sobreviveu ao casamento sem chorar no banheiro? Nós quase não nos falamos lá, e eu tive que ir embora cedo.

— Chorei só um pouquinho. — admiti, girando o anel no meu dedo. — Foi lindo. Ver o Declan e a Jenny... dá uma esperança, sabe? De que finais felizes existem, mesmo pra gente quebrada.

— Gente quebrada é a que mais merece final feliz. — ele disse, sério. — Porque a gente sabe o valor de colar os pedaços.

Fiquei olhando para ele. José tinha uma sabedoria que me fascinava. Ele não falava bonito como os caras com quem eu cresci, mas falava a verdade.

— E você? — perguntei. — Como está a vida de trabalhador honesto?

— Cansativa. — ele suspirou, passando a mão na nuca. — Meu chefe é um pé no saco, acha que porque eu tenho tatuagem vou roubar o estoque. Mas a Sammy tá orgulhosa. E isso... isso vale a pena.

Atlas podia não ver, mas eu via. José estava tentando mudar, pela Sammy. Pela irmã que ele rejeitou e abusou por anos. Levei minha mão até a dele, e notei ele se assustar por um instante com o toque.

— Você é um bom irmão, José. Apesar de tudo.

Ele me encarou por um segundo e colocou a outra mão sobre a minha.

— Tô tentando ser, princesa. Tô tentando.

Dei um sorriso que ele tentou retribuir. Tirei minha mão da dele quando nosso café chegou e a conversa fluiu.

Falamos sobre tudo e nada. Ele me contou histórias bizarras do Brooklyn que me fizeram gargalhar alto, atraindo olhares reprovadores das senhoras da alta sociedade nas mesas vizinhas. José não ligava. E, pela primeira vez em muito tempo, eu também não liguei.

Eu me sentia leve. Normal. Não era a "Irmã do Atlas" ou a "Ex do Oliver". Eu era só a Athena, tomando café com um amigo.

Quando terminamos, José insistiu em pagar a conta, ignorando meu cartão Platinum.

— Eu convidei, eu pago. Regra da casa. — ele disse, deixando as notas amassadas na mesa e levantando-se.

Saímos da cafeteria para a calçada movimentada da Quinta Avenida. O vento frio bagunçou meu cabelo.

— Obrigada pelo café. — disse, parando de frente para ele. — Você conseguiu. Melhorou meu dia.

— Esse é meu superpoder. — ele piscou. — Salvar princesas de torres de tristeza e...

— Ora, ora. — uma voz arrastada e debochada cortou o clima. — Se não é o Rato do Brooklyn pagando de playboy.

O sorriso do José morreu instantaneamente. O corpo dele ficou rígido, e ele deu um passo para o lado, se colocando sutilmente entre mim e a voz.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar