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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 199

Capítulo 199 — Alianças e Algemas

Taylor Laurent

Acordei e não encontrei Dominic na cama. Ele ainda está afastado do FBI por conta da cirurgia no ombro; apesar de estar bem, o médico não deu alta. Só que isso não é motivo para manter aquele grandão teimoso em casa.

Pedi para um dos seguranças ir buscar uns croissants pra mim (virou meu vício) e, já que meu namorado não está em casa e nem me deixa sair, preciso usar os recursos que tenho.

Desci para pegar minha deliciosa encomenda e trombei com Declan. A cara de um recém-casado é a mesma de quem ganhou na loteria. Mas meus amigos merecem toda felicidade do mundo. Ao lembrar que hoje só tenho meu grandão e essa família graças ao Declan… me enche o coração de gratidão.

Entrei no apartamento e Mia já estava à mesa com Marina.

— Bom dia, meninas. Adivinhem o que temos? — Levantei o saco com um sorriso.

— Nem imagino o que seja. — Mia respondeu, rindo.

Me sentei ao lado de Marina e dei um beijo nela.

— Bom dia, Marininha. Como foi sua noite?

— Acho que eu dormi. Menina… — ela disse se direcionando a Mia. — Eu dormi.

Mia deu um dos seus sorrisos acolhedores.

— Sim, Marina, você dormiu.

Ficamos as três ali comendo e rindo das oscilações das lembranças da Marina, que já tinha perguntado umas quatro vezes se ela já tinha tomado o café.

— Acho que vou levá-la para o quarto um pouco, está na hora das medicações. — Mia me avisou.

— Tudo bem, eu vou organizar tudo aqui. Diva hoje vai cuidar da Penny a pedido do Chris, então o almoço vai ser por minha conta.

— Eu posso te ajudar depois que a Marina dormir.

— Eu aceito. Não tô muito a fim de macarrão com queijo. — Nós duas rimos.

— Pode deixar, sem macarrão para nós hoje. — Mia garantiu.

Ela saiu levando Marina junto. Organizei a mesa e segui para a cozinha. Vi meu pote de creme de avelã me gritando. Peguei ele, uma colher e sentei no balcão.

Ouvi a porta do elevador privativo abrir. Eu não precisava ir até lá, sabia bem quem era, e ele sabia bem aonde me encontrar.

Dominic Costello entrou na cozinha, com um meio sorriso no rosto e um saco na mão. Ele caminhou direto para mim. Não disse "oi". Não disse "cheguei".

Ele parou entre as minhas pernas abertas, jogou o saco de lado, apoiou as mãos no balcão, uma em cada lado do meu corpo, me prendendo.

— Acho que fui até a Lafayette à toa.

Envolvi meus braços em seu pescoço.

— Grandão, croissant nunca é demais.

Respondi dando um beijo no nariz dele, mas claro que ele não se contentaria só com isso. Ele levou uma das mãos até minha nuca e me puxou para um beijo intenso, a língua dele invadindo a minha boca e dividindo com a minha o gosto do avelã.

Quando nos separamos, ele encostou a testa no meu ombro.

— Tá tudo bem? — perguntei, preocupada, passando a mão no cabelo dele, na nuca.

— Fui com o Chris na loja, chamei Coletti e Gayer para irem juntos e conversamos um pouco. — ele murmurou contra minha pele.

— Sobre?

— Tem muita fumaça por aqui, Taylor, mas pouco fogo. Natanael está quieto demais. David sumiu do mapa. O tal Drácula não anda saindo da toca, o único que ainda se mostra é o George. E eu odeio quando os ratos se escondem.

— Eles vão aparecer. — garanti. — Ratos sempre aparecem quando sentem cheiro de queijo. Ou de medo.

Dom levantou a cabeça. Aqueles olhos azuis intensos me analisaram, varrendo meu rosto como se procurasse ferimentos.

— Ultimamente por aqui temos os dois. — ele disse, olhando para meu croissant.

— Ei, meu croissant cheira a manteiga. E eu? — disse com deboche. — Medo desses cretinos? Nem nos sonhos deles.

Dom riu, aquela risada que eu adorava, que preenchia cada pedacinho da minha alma.

— É isso que me dá medo, você não sentir medo. — ele disse meio sério, passando o nariz pelo meu rosto, uma carícia que era nossa marca registrada. — Você está bem hoje? Não sentiu mais aquelas tonturas? — ele perguntou.

Mordi os lábios para sua pergunta. Naquele dia do hospital eu ia contar pra ele sobre minha menstruação atrasada, mas com tudo que aconteceu… deixei passar. Eu não sabia se estava grávida, e sabia que um teste de farmácia resolvia isso rápido. Mas um bebê? No meio dessa confusão e ainda com a Marina aqui em casa. Fora que, se eu estiver grávida, Dominic me amarra no pé da cama, tranca a porra da porta e engole a chave só para garantir que eu não saia.

— Taylor… — ele me chamou, me tirando de dentro da minha própria cabeça.

— Sim. Estou bem. Sem tontura, só tédio. — Ele olhou desconfiado. — Por isso eu como, grandão… — peguei meu avelã e coloquei uma colher generosa na boca. — Para acabar com meu tédio.

Dominic sorriu de canto. Aquele sorriso torto que fazia minhas pernas tremerem, mesmo que eu jamais admitisse.

— Só você para achar que comer acaba com o tédio. — ele deu um beijo no pescoço. — Tenho ideias melhores para que não se sinta entediada.

— Deixa eu ver se eu adivinho. — fiz cara de quem estava pensativa. — Essa ideia envolve eu amarrada e nua na sua cama…

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